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Rishikesh, a capital mundial da Yoga, aos pés do Himalaya

Rishikesh é uma cidade no estado de Uttarakhand, localizada aos pés da Cordilheira do Himalaia, no norte da Índia. Além de ser uma cidade muito espiritualizada para os hindus, é conhecida também como a capital mundial da yoga.


O acesso à Rishikesh não é muito fácil, talvez por isso mesmo ela é uma cidade muito tranquila e perfeita para meditação. Localizada há 250km de Delhi, a capital do país, o acesso pode ser feito apenas de carro ou ônibus. 


Não há linhas ferroviárias ou aéreas que servem o local. Pode-se ir de trem até uma cidade vizinha que tenha trem e depois pegar um ônibus até Rishikesh.

Pelo caminho passamos por paisagens bem diversas, muitos rios e templos hindus

Eu optei por pegar um ônibus direto, partindo de Delhi e foram cerca de 7 ou 8 horas de viagem. O ponto final do ônibus fica numa zona comercial da cidade, em uma área plana e distante alguns quilômetros da área zen.

A parada final do ônibus é quase em frente a este templo hindu

Depois, percorri mais um trecho de tuk tuk, montanha acima até o hotel, de onde se tinha uma vista incrível para as montanhas do Himalaya e o Ganges.

*Tuk tuk: táxis triciclos


Fiquei hospedada no apartamento onde está a setinha branca. Neste prédio são dois apartamentos por andar.

Eu fiquei num hotel excelente, o Hill Top Swiss Cottage (encontrei pelo Booking), que fica numa parte bem alta da cidade. O hotel é bem grandinho, com área bem maior do que este prédio que aparece na foto. À esquerda (não aparece na foto) ficam vários apartamentos para quem não pode ou não quer ficar subindo escadas. Quando eu não estava a fim de descer, pedia um lanche ou um chai no quarto mesmo.


Meu apartamento tinha uma sacada super legal, até com rede para descansar e apreciar a vista.

Vista estonteante, todas as manhãs, da sacada do apartamento 

Ashrams

Muitos visitantes se hospedam em *Ashrams, onde regras e horários são bem rígidos e muitos não aceitam turistas estrangeiros, mas é um tipo de hospedagem mais barato e totalmente no clima do local. Não sou disciplinada a este ponto e preferi ficar num hotel, com mais liberdade e privacidade.


*Ashram: em hindu, significa proteção, mas é também como são chamadas as comunidades ou alojamentos que promovem uma espécie de retiro espiritual, segundo as doutrinas dos guris hindus.

A alimentação que eu vi por lá foi praticamente só vegetariana. Em nenhum lugar eu vi refeições com carne ou frango. Como eu adoro vegetais, para mim, estava ótimo. Ah, mas os pratos são bem apimentados!

Esta rua é cheia de cafeterias e confeitarias

O comércio de bebidas alcoólicas é proibido no local. Imagino que isso também ajuda, e muito, a manter a paz e a concentração do lugar.

Banquinhas com venda de artesanatos e produtos locais

Yoga em quase todos os prédios e muitas farmácias com produtos ayurvedicos


Como o terreno da cidade é bastante acidentado (cheio de subidas e descidas) o acesso a muitos locais se dá somente à pé. 

Em Rishikesh, tudo acontece devagar, pois o intuito é descansar o espírito. O corpo, nem tanto, porque é muita subida e descida de morros e ladeira que é preciso ter alguma resistência física, senão, não se aguenta.


A cidade é muito tranquila mesmo, de paz total e o maior barulho por lá o mantra dos "yogues", que se ouve em toda a parte. 


Rishikesh é um dos locais mais sagrados para os hindus, pois muitos sábios a visitam para meditação e busca de conhecimentos mais elevados. Além dos visitantes, a gente cruza a todo instante por vacas e pequenos macacos, que circulam livremente pela cidade.

Vi dezenas destes macaquinhos junto à ponte

A cidade é bem pequena, possui uma população média de 110 mil habitantes, é cercada por montanhas e cortada pelo Rio Ganges, que corre límpido e transparente, já que a sua nascente é próxima.

O Rio Ganges cruza toda a cidade e possui pequenas praias em seu curso

A cor da água varia entre o verde e o azul esbranquiçado, talvez por causa das pedras brancas que se encontram nas margens do rio. A temperatura geralmente é de fria a gelada. A temperatura na cidade é bem agradável na primavera, época em que eu fui (maio de 2015).


Rishikesh se divide em duas áreas: a Swarg Ashram, onde estão os Ashrams e a Lakshman Jhula, onde ficam os restaurantes, lojinhas, hotéis e pousadas e uma ponte enorme pênsil de ferro. Esta ponte chama-se Ram Jula e foi construída em 1986.

Ponte Ram Jhula

Do lado esquerdo da ponte tem o belíssimo templo Tera Manzil Shiva e, do lado direito, um grande Centro de Yoga.


Na foto acima, à esquerda, o Tera Manzil Temple, à direita, o Yoga Trainning Centre e ao centro da ponte, muito vento!

A travessia da ponte é bem democrática

Eu já do outro lado da ponte, bem próximo ao sagrado Ganges


No período em que eu fui, a água do Ganges estava ainda muito gelada e eu não me arrisquei nem a molhar os pés!

Mulheres da comunidade secando ao sol os saris que foram lavados no Ganges


Na religião hindu, o Ganges (ou Ganga, para os indianos) é o único Deus vivo e as celebrações (pujas) com oferendas e fogo, simbolizam a queima do ego, ou melhor, é uma Deusa, a Deusa Ganga.


Muitos esportes aquáticos, como o rafting, são praticado no Ganges, que possui uma correnteza bem forte na região.


Os Ashrams promovem cerimônias e rituais com banhos no rio, a fim de purificar a alma dos praticantes. Os homens podem entrar de bermudas, mas as mulheres só podem entrar com a roupa mesmo e com o cuidado de não deixar seu corpo à mostra, depois de molhado.

Até os Beatles estiveram em Rishikesh: na década de 60, os Beatles fizeram um retiro espiritual de 3 meses em Rishikesh, tornando a cidade conhecida mundialmente. Parte do álbum The White foi composta lá. O lugar onde os Beatles se hospedaram (Maharishi Mahesh Yogi) não existe mais, apenas algumas ruínas, mas é possível visitar o local. Eu não fui até lá.

Sadhus 

Além das vacas e macacos, se pode ver muitos Sadhus por lá. Os Sadhus são homens que andam praticamente pelados e cobertos por cinzas. Usam apenas um pequeno pano para cobrir "as partes". Andam descalços, nunca cortam os cabelos e estão sempre sozinhos. Estes homens abdicaram de todo o bem material e só buscam meditação e crescimento espiritual. Se alimentam apenas do necessário para se manterem vivos. São tidos como sábios e são muito respeitados pela população hindu. Infelizmente não tirei nenhuma foto, pois como eles pregam o total desapego, fiquei constrangida em pedir permissão para uma foto. Em contrapartida, há também quem conteste o comportamento deles... nada tradicional, inclusive em relação à maconha, livremente usada em festivais (não digo por todos, mas por muitos).


Em Rishikesh, como em vários outros lugares na Índia, eu também fui bastante assediada para tirar fotos com os indianos, devido ao meu tipo físico diferente. Infelizmente, só fui me dar conta de tirar as fotos com a minha câmera já quando eu estava indo embora, então, só tenho duas fotos "causando" em Rishikesh. Mas é aquela história, exóticos são sempre os outros. 

Você é fã de yoga ou de retiros espirituais? Já tinha ouvido falar em Rishikesh? 

Beijos, 
Ana Maria

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