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Dinheiro na Índia: o você precisa saber para evitar contratempos!

Em relação à dinheiro e saques na Índia, eu tive alguns problemas, passei sufoco, mas foi devido à informações erradas do meu banco e do cartão de crédito. Normalmente, quem nos orienta só lê o formulário e as regras de cada banco e cartão, mas é pura teoria. A realidade para mim foi bem diferente. O que funciona na maioria dos países da América do Sul, EUA e Europa, na Índia é diferente.

Perguntas que todos fazem e poucos sabem orientar corretamente: qual a moeda na Índia, quanto vale, quanto levar e como (cartão ou cash)? 

Rúpias Indianas

Mas vamos começar pela moeda do país, a Rúpia Indiana (INR). Cada Real corresponde a mais ou menos Rs 19,00 (dezenove rúpias). Câmbio de maio e junho de 2015.

Nota de 1.000 INR, frente e verso

A maior nota da Índia é de Rs 1.000, que corresponde a mais ou menos R$ 53,00. Assim como as notas de Rs 500 e Rs 100, tem impressa a imagem de Gandhi.

*A partir de 11 de novembro de 2016, a maior nota de rúpia indiana passou a ser 2.000 rúpias. Leia a atualização no final deste post!

Notas de 1.000, 500 e 100 rúpias indianas

Qual moeda levar?

Aqui no Rio Grande do Sul, procurei em várias casa de câmbio de Porto Alegre (capital) e de Caxias do Sul (segunda maior cidade do Estado) e não encontrei Rúpias à venda. Nas próprias casas me informaram que eu não encontraria. Mesmo assim, insisti, mas realmente não encontrei. Minha opção então foi levar dólares.

Compre Dólares ou Euros e troque por Rúpias na Índia mesmo, onde é bem fácil encontrar casas de câmbio. Não leve Reais, lá ninguém troca, pelo menos nas casas de câmbio oficiais!

O que levar, cash, cartão de crédito ou travel card?

O que eu vou dizer pode parecer estranho, tanto que nem eu segui isso e passei sufoco quando meu cash acabou. Faça um cálculo baseado no que você pretende gastar e leve quase tudo em cash (dólares ou euros). Deixe o Cartão de Crédito para alguma semi emergência ou para pagar os hotéis. Eu digo semi, porque se for emergência, poderá não dar certo e você ficará na mão.


O que é semi emergência?

É quando o seu dinheiro cash ainda não acabou, mas está quase no fim. Não espere gastar tudo para tentar sacar. Você poderá ficar numa verdadeira emergência!

Ainda no Brasil, quando eu liguei para a administradora dos cartões para liberar o uso no exterior, me orientaram que eu poderia sacar com facilidade nos caixas eletrônicos e qualquer problema, era só ligar à cobrar para o Brasil, de qualquer telefone, fixo ou celular. Mas na prática, não foi bem assim!

Pagamentos com cartão de crédito: poucos lugares aceitam, apenas restaurantes internacionais, em grandes lojas, shoppings e hotéis. Mesmo assim, nem todos os hotéis aceitam cartão, dependendo da cidade em que você estiver. E muitos dos que aceitam, cobram uma taxa extra pelo cartão, em torno de 20%, o que acaba ficando bem mais caro.

Mesmo com o custo de vida na Índia muito mais barato do que o nosso, pagando as despesas só em cash, o dinheiro acaba rapidinho. O meu ainda durou cerca de 12 dias, sendo que, os poucos lugares que aceitavam cartão e não cobravam taxas, eu pagava com cartão.

Saques: aqui é que começou o meu calvário. Nem todos os caixas eletrônicos tinham convênio com os meus cartões Mastercard e Visa. Ou era um, ou somente o outro, ou o caixa não aceitava nenhum deles. Lá ia eu, de um caixa para outro, perdendo meu tempo e paciência!

O limite de saque diário no exterior, de cada um dos meus cartões, segundo a administradora, era de US$ 500,00, mas quem disse que eu conseguia sacar isso? Cada vez eu só conseguia sacar US$ 150,00. Mas podia sacar duas vezes de US$ 150,00. Ou seja, apenas US$ 300,00 por dia. Isso quando eu conseguia fazer os dois saques. 

O ruim: a cada saque, eu tinha que pagar uma taxa, de cerca de US$ 5,00 cada, mais taxa de conversão de rúpias para dólar, em torno de 6%, mais IOF de 6,38%. Então, a cada US$ 150,00 eu pagava taxas de US$ 23,57. Em reais, mais de R$ 75,00. E eu precisei fazer muito isso nos mais de 20 dias depois do meu cash ter acabado! Paguei muito caro por estes saques!

O péssimo: às vezes o meu cartão não aceitava cash, com o aviso de que eu já havia sacado o meu limite diário, sendo que, não havia sacado nenhum centavo, nem no dia anterior. 

O péssimo do péssimo: a Índia não tem convênio com o Brasil para ligações à cobrar. Impossível fazê-las, só ligando diretamente e pagando pela ligação. E foi o que eu precisei fazer algumas vezes. 

Cartões Travel Money: como não se pode carregar rúpias nestes cartões, além de ter que carregar em dólar ou euro e pagar as taxas de conversões, poderá haver problemas com os saques também. Sem contar que devem ser raros os lugares aceitam TM na Índia. Pelo menos eu não vi nenhum que aceitava. Mas mesmo assim, acho esta opção melhor do que cartão de crédito para saques.

Quanto dinheiro levar: isso vai depender de quanto tempo você vai ficar, se a sua viagem é por conta ou por agência. Indo por agência, geralmente já está incluso a passagem aérea, os hotéis e grande parte dos passeios. Então você só precisa levar dinheiro para despesas de alimentação, compras e passeios extras. No meu caso, eu só tinha a passagem aérea paga por aqui. As outras despesas precisei pagar todas na Índia.

Eu levei, em cash, cerca de US$ 2.000, pois como eu iria ficar viajando por 36 dias, não queria levar muito dinheiro, fiquei com medo de perder, de ser roubada, etc. Levei dois cartões de crédito, com um bom limite para gastos e saques. Mas, conforme o que eu relatei acima, poucos lugares aceitavam cartão de crédito e tive problemas com os saques na Caxemira e também em Delhi, nos meus últimos dias na Índia. Nos primeiros dias e nas outras cidades, os saques foram bem mais tranquilos, mas também, somente saques de valores baixos.

Dica de ouro: a minha dica final é, se você puder, leve a maior parte em dinheiro, seja dólar ou euro! Não marque bobeira, mas não se preocupe com assaltos, eles são raros na Índia. Mas os "mãos leves" existem em todos os lugares!

Sobre dinheiro e cartões na Índia, estas foram as minhas dicas baseadas na minha experiência. Já viajei pela América do Sul, EUA e Europa, mas para a Ásia foi a primeira vez e tudo funciona diferente por lá.

Espero que estas informações ajude quem está se organizando para ir para a Índia. Eu gostaria muito de ter lido isso antes de viajar pra lá.

Beijos,
Ana

*ATUALIZAÇÃO EM 09 DE NOVEMBRO DE 2016: novas notas de 2.000 rúpias na Índia.


O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou esta semana a desmonetização das notas de Rs 500 e Rs 1000 rúpias. Não serão mais aceitas em toda a Índia. Com esta medida, o país pretende combater uma onda de corrupção e notas falsas no país. 

A partir de hoje, todas as notas de 500 e 1000 rúpias serão consideradas ilegais. Uma nova nota de 2000 rúpias entrará em circulação e para esta adaptação, os bancos ficarão 2 dias fechados.

As pessoas que possuem notas de Rs 500 e Rs 1000 podem depositar em suas contas no banco ou nos Correios e/ou fazer a troca de 11 de novembro a 30 de dezembro de 2016.

**20 de dezembro de 2016: como 90% de todo o dinheiro em circulação na Índia era cash (os indianos não gostam de usar cartões), se instalou um verdadeiro caos na Índia desde então. Faltaram notas para troca no comércio. Nos bancos, casas e casas de câmbio, se formaram filas quilométricas e havia um limite para troca diária. A situação ainda não se normalizou, então, se você está indo para a Índia neste período, se informe bem do que você poderá enfrentar. A previsão de normalidade é de até 6 meses após a mudança.
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Coins Museum - Museu da Moeda - Dubai

O Coins Museum, ou Museu da Moeda, pode não interessar a muita gente, a não ser colecionadores de moedas, historiadores, interessados na arquitetura do prédio ou curiosos, como eu. 

O museu é uma das casas de Bastakya Quarter

Como eu estava interessada em conhecer o máximo de Dubai, então gostei muito de visitar este museu, que é mais uma opção de visita em Dubai, pois além deste, possui mais seis museus: Museu do Camelo, Museu do Cavalo, Dubai Museu e o Forte Al Fahid (post aqui), Museu do Poeta Al Oqaili, Museu Naif e o Museu de Arquitetura Tradicional.
   
Bastakhya Quarter

Bastakhya Quarter é onde ficam algumas antigas casas de verão, com torres de vento, chamadas de barjeel. Estas torres possuem cerca de 5 ou 6 metros de altura e servem para capturar o vento, em qualquer direção, que depois se espalha por dentro das casas, como se fosse um ar condicionado.


Além de moedas, podemos ver também vários objetos artesanatos expostos e algumas informações sobre a cultura das grandes nações comerciais daquela região, além de uma pequena lojinha de souvenirs. 

Esta parede vazada, além de decorar, ajuda na ventilação do ambiente

O Coins Museum está localizado no bairro histórico de Al Fahidi e foi inaugurado em 2004. Em sua coleção constam mais de 470 moedas raras de toda a região do Oriente Médio. A coleção do inclui Sasanid Arabised Dirhams, moedas antigas do Egito, Norte da África e Turquia.


Ao todo, são sete salas climatizadas e com luz direcionada. Possui moedas de várias épocas, expostas em vitrines com telas sensíveis ao toque, que fornecem informações sobre cada moeda, como tamanho, forma, como foi cunhada e o que significam os desenhos e palavras gravados nelas.

Nestes painéis, a gente pode ver os dois lados das moedas


O museu também tem cunhagens do Iraque e do Muslim Mashreq, bem como da Península Arábica e os Emirados Árabes, incluindo algumas moedas ainda em circulação na região. 



O prédio é bem grande e possui várias entradas

A entrada é gratuita e o horário de funcionamento do Museu da Moeda é de domingo à quinta-feira, das 8h às 22h e não abre às sextas-feiras, que é feriado muçulmano.

Hum... fotografei dentro do pátio do museu...

Vista do pátio do Museu para o Canal Creek. Alguém reparou nesta lixeira estilizada?

Os posts sobre Dubai estão quase no fim e em seguida, começará a nossa viagem pela India. Sim, convido você para uma aventura bem diferente!

Espero que você tenha gostado de mais esta visita por Dubai. Amanhã publicarei como é um city tour geral por Dubai, duração e quanto custa.

Beijos,
Ana
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Você pretende viajar para o exterior e o dólar não pára de subir. O que fazer, desistir ou seguir com os planos?

Planejar uma viagem é um pouco trabalhoso, principalmente se ela for para o exterior, mas é necessário um mínimo de planejamento, para evitar ou diminuir ao máximo os aborrecimentos. Os imprevistos, como o próprio nome diz, acontecem quando a gente menos espera, mas se tivermos um Plano B ou C, tiramos de letra.

E quando o planejamento "empaca" no item dólar, ou melhor, no dólar que não pára de subir, como seguir com os planos de viagem?


Em primeiro lugar, pense que viajar é um investimento em você, nos conhecimentos e aprendizados que você vai adquirir durante esta viagem e que isso não se desvaloriza nunca, muito pelo contrário! Abrem a sua mente e os seus horizontes se expandem! As experiências adquiridas numa viagem são para a vida toda!

Então, mesmo uma viagem sendo tão enriquecedora assim, viajar para o exterior com o dólar nas alturas também nos faz pensar um pouco mais.

Vamos aos fatos: você dispõe de um valor X e precisa decidir onde investir. Ou numa viagem ou numa outra coisa. Nos dois, não dá! 

Então pense: tem algum bem material que você está precisando ou querendo muito para o momento? Uma reforma urgente na casa, troca de carro, um curso ou até mesmo uma plástica (silicone, lipo, etc)? Se você respondeu que sim a uma destas perguntas, deixe a viagem para depois e priorize essa necessidade. Mas se as coisas que você quer comprar ou fazer não são tão necessárias ou urgentes, comece logo a planejar a sua viagem e não fique só na expectativa do dólar baixar, porque isso pode nem acontecer, pelo menos, tão cedo.

As passagens aéreas, hotéis e as taxas de conversão para a compra de dólar são feitas pela cotação do dólar turismo, que geralmente é mais alto do que o comercial - na semana passada chegou a R$ 2,50 - o que torna a viagem um pouco mais cara do que se imagina inicialmente. Por isso, fique atenta(o) também a este detalhe.

Como o valor do dólar para os próximos meses é uma incerteza e você vai viajar mesmo assim, evite usar o cartão de crédito. E não é só pela taxa do IOF de 6,38%, mas para evitar um susto muito grande quando chegar a sua fatura, no retorno da viagem.

O ideal é ir comprando os dólares ou euros, se você pretende ir para a Europa, aos poucos, assim vai diluindo os custos. Se o dólar baixar em algum momento, aproveite para comprar mais, mas não compre tudo de uma vez, a não ser que a sua viagem esteja muito próxima. Vai que ele baixe ainda mais... ou não! 

Uma boa alternativa ou complemento é o Travel Money. Eu já postei sobre ele, leia aqui.

Você pode planejar sua viagem com a orientação de uma agência de viagens, que é muito mais prático, principalmente se você não têm experiência e não sabe nem por onde começar. Ou você e a pessoa que for viajar junto (caso vá acompanhada/o) podem fazer todo o roteiro vocês mesmos. É trabalhoso, mas ao mesmo tempo, fica bem mais personalizado. Eu prefiro muito mais fazer assim, principalmente porque já tenho boa experiência no assunto. 

Lembre-se: uma viagem começa no seu planejamento!

Aproveite e curta cada detalhe, já se imagine no local, pesquise o que você acha interessante fazer ou visitar no seu destino, anote dicas, enfim, saiba o que você quer, mas reserve também um tempo para curtir o inesperado. Você pode se surpreender!

Beijos,
Ana

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