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Ler também é viajar! Dica: Como um rei na França, de Amaury Temporal

Quem lê pode não sair do chão, mas leva a sua alma para viajar! Todo tipo de leitura instiga a nossa imaginação, mas algumas histórias vão além, pois nos envolvem de tal maneira que nos sentimos órfãos quando terminamos de ler. E algumas destas histórias nos conta o empresário e escritor brasileiro Amaury Temporal, no livro Como um rei na França.


Não vou fazer spoiler do livro, apenas uma resenha do que o autor aborda neste livro. Amaury e sua esposa Maggy adoravam viajar pela França, sempre em busca de novas novas maneiras de descobrirem o país. À este estilo de viagem eles chamavam de mergulho à França profunda!

*Spoiler: revelações do enredo de obras como filmes e livros.

Maggy se interessava muito em desbravar castelos, monumentos, igrejas e monastérios, enquanto Amaury era apaixonado por gastronomia, vinhos, feiras e mercados. Em todas as viagens eles procuravam viver determinado tempo em pequenas aldeias ou cidades do interior da França, pois eles queriam se sentir parte da rotina e não como simples e apressados turistas.







Este livro é um deleite para quem gosta de mergulhar profundamente nos costumes e na gastronomia de outro país, principalmente pelo interior da França. Além dos relatos sobre as suas experiências vividas em diversas cidades francesas, o autor enriqueceu a história com muitas fotos. Algumas chegam a dar água na boca! 

Como um rei na França - Amaury Temporal - Editora Record - 168 páginas.
Preço: R$ 42,90 na Livraria Cultura e R$ 25,65 pelo livro digital, na Saraiva.

*Amaury Temporal faleceu no final do ano passado, durante mais uma de suas apaixonantes viagens pela França.

Esta é a minha dica de leitura para os amantes da culinária e de vinhos franceses. O livro não é um guia de gastronomia, mas tem dicas de lugares bem legais, onde se pode comer e beber como um rei. 

Beijos,
Ana
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Palácio de Versalhes - As águas!

O post de ontem foi sobre os jardins do Palácio de Versalhes, na França, mas o lugar é belíssimo e muito grande, por isso, separei em duas partes, senão ficaria muito extenso. Para ler o post de ontem, clique aqui.


Muito mais do que belíssimas árvores e arbustos bem desenhados ou bosques planejados, por todo lugar a água se destaca. Representada de várias formas, como em centenas de lagos, cascatas e fontes, a água é o principal ornamento dos jardins.

A Fonte de Latona

Inspirado nas Metamorfoses de Ovídio, a Fonte de Latona (Le Bassin di Latone), deusa do anoitecer, retrata a lenda de que, a mãe de Apolo e Diana, para proteger as crianças contra o abuso dos camponeses da Lícia, pediu a Júpiter para vingá-la. E ele transformou estes camponeses em sapos e lagartos.


No topo da fonte, a escultura de Latona protegendo os filhos e na volta, sapos e lagartos jorrando água pela boca.


Todos os anos, na primavera e verão, o Castelo de Versalhes prepara um espetáculo em seus jardins: as fontes de água são ligadas, ao som de música clássica. À noite, tem shows de luzes.


Após a Fonte de Latona, surge a Tapis Vert (tapete verde), também chamada de Avenida Real, que é uma grande alameda, ladeada de estátuas, com um tapete de relva no meio, indo até o Grande Canal.

Deus Apolo


A Avenida Real termina na fonte com uma escultura em bronze do Deus Apolo, conduzindo a sua quadriga (carroça com 4 cavalos, lado a lado), que ilustra o Sol, que era o símbolo do Rei Luis XIV.

Uma ótima opção é alugar um pequeno barco e "navegar" pelas águas calmas do Grande Canal.

O Grande Canal é um lago artificial em forma de cruz, com mais de 1 km de comprimento e era usado para jogos da realeza com barcos de guerra. 



Estátuas de bronze, simbolizando os quatro grandes rios da França, adornam a "Platéia Água", primeiro lago, quando se entra na área dos jardins.


Antigamente, os gregos e romanos representavam os rios na forma de um velho barbudo, coroado de juncos, segurando um remo, símbolo da água como fonte de riqueza.

Fonte de Flora

Localizada na encruzilhada de vários bosques, reina a Fonte de Flora, deusa romana das flores, dos jardins e da primavera, simbolizando a primeira estação do ano.


Existem outras três fontes que simbolizam as demais estações do ano. Como estávamos na primavera, optei por destacar apenas a Deusa Flora.

Foto com efeito especial para encerrar o post!

O que você achou mais interessante nos jardins do palácio, as áreas verdes ou as águas?
Beijos,
Ana
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Versalhes - um passeio pelos jardins do palácio!

Um dos mais belos e famosos palácios do mundo é o de Versalhes (Chateau de Versailles), na França. Quando eu e meu marido fomos até lá, ficamos realmente encantados com os jardins. Era um belo e ensolarado dia de primavera europeia e ficamos o dia todo admirando uma beleza sem igual.


No que entramos nos jardins, parecia não haver fim. Era apenas a linha do horizonte a limitar nossa visão. 

Portão de entrada do Palácio de Versalhes

Como chegar 

Versalhes é uma cidade bem próxima a Paris, distante cerca de 20km, e para chegar até lá, o melhor meio é pegar um trem da RER (Réseau Express Régional). 

A RER é uma rede de trens expressa, com menos paradas e que faz conexões em diversas estações de metrô em Paris. A melhor opção é pegar a linha RER C, direção Versailles Rive Gauche e descer nesta estação. A viagem dura entre 30/40min. 

Preços

A entrada nos jardins é gratuita em dias comuns, mas na alta temporada, quando tem show das águas, é cobrado 8,5€ por pessoa. No dia em que fomos, tinha este show, foi belíssimo. A entrada no palácio, incluindo os jardins, custa 25€.

Então, hoje convido você para passear comigo pelos jardins do Palácio de Versalhes e prepare-se para ver muita beleza!


Breve histórico 

O Rei Luis XIV, em 1661, encomendou com o jardineiro André Le Nôtre, um projeto para ampliar os jardins, pois os considerava tão importantes quanto o próprio palácio.


Milhares de homens participaram deste grande empreendimento, incluindo soldados do regimento, e mesmo assim, os trabalhos demoraram 40 anos para serem concluídos. 

Foram contratados também arquitetos para desenharem as estátuas e as fontes e todos os projetos foram acompanhados, nos detalhes, pelo rei. Tudo planejado seguindo uma simetria e formas geométricas. Os jardins abrigam ainda dois palácios menores, o Grand e o Petit Trianon.


Em 1999 ocorreu uma grande tempestade que destruiu boa parte dos jardins, mas quase tudo já foi restaurado à sua aparência original.


Andamos pelos jardins a pé, mas como são cerca de 80 hectares, não conseguimos conhecer tudo, obviamente. 

Existem uns carrinhos parecidos com os de golf, que se aluga para passear pelos jardins, mas como havíamos deixado nossas carteiras de motorista no hotel, não pudemos alugar. Então, caso você dirija, leve a sua CNH e quando você cansar de andar, é só alugar aqueles carrinhos. O preço é 6€.

Outra opção que existe para quem quer conhecer os jardins sem andar muito é uma espécie de trenzinho, com várias paradas.


É maravilhoso caminhar e descobrir cada cantinho dos jardins, mas, debaixo de um sol escaldante, têm momentos que nossa resistência não nos permite ir mais longe e o que mais queremos é descansar pelas sombras, que não faltam por lá...

Bosque da Colunata

O Bosque da Colunata (Colonnade) é triangular, interior possui um salão circular cercado por uma colunata, alternando 32 colunas iônicas de mármore branco e rosa, unidos por arcadas. No meio de cada arco está localizada uma fonte.

Os jardins, são muito mais do que eu tentei descrever aqui, mas acredito que você já pode ter uma ideia da beleza exuberante do lugar.


Espero que você tenha curtido esse passeio pelos jardins do Palácio de Versalhes!

O próximo post será sobre as fontes e lagos dos jardins, que nos impressionam em cada detalhe.
Beijos,
Ana
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