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Como é e onde fica Dubai!

Esta viagem que eu fiz recentemente a Dubai posso dizer que foi uma viagem de experiências! Dubai Experience é até um slogan muito usado lá, pois tudo o que fazemos em Dubai, podemos chamar de experiência.

Jumeirah Beach e o Burj Al Arab
Jumeirah Beach e o Burj Al Arab

Dubai é a maior cidade e também o maior emirado de mesmo nome, que faz parte dos Emirados Árabes Unidos, onde sete emirados constituem uma federação de monarquias absolutas hereditárias árabes.

Mapa com a localização de Dubai
Mapa com a localização de Dubai

O Emirado de Dubai está localizado na costa do Golfo Pérsico e é o emirado mais populoso, com aproximadamente 2.262.000 habitantes.

Dubai divide funções jurídicas, políticas, militares e econômicas com os outros emirados, embora cada emirado tenha jurisdição sobre algumas funções, tais como a aplicação da lei civil e fornecimento e manutenção de instalações locais. 

Dubai há 50 anos
Dubai há 50 anos

Dubai hoje
Dubai hoje

O que dizer de um emirado e cidade, onde, há menos de 50 anos, era praticamente deserto, camelos, beduínos e suas tribos, enfim, algo inimaginável se comparamos com a Dubai de hoje, com seus arranha-céus gigantescos, largas avenidas e onde tudo é superlativo, moderno, luxuoso.

Deserto de Dubai
Deserto de Dubai 

Dubai nos oferece muitos atrativos para compensar o calor seco e desértico da região. Agora está começando a alta temporada, ou seja, os meses mais frios, onde a temperatura oscila entre os 25 e os 30ºC. À noite até fica um pouco friozinho, talvez chegue a 20ºC, no auge do inverno. Mas eu já fui a Dubai em junho (2015), quando fazia 50ºC! É o inferno na terra! Sem condições de andar nas ruas.

Jumeirah Beach em Dubai
Jumeirah Beach

País muçulmano
Os Emirados são um país muçulmano, mas você não precisa ser muçulmano para viver lá. Pode fazer suas orações reservadamente, porém, não pode pregar a sua religião (evangelizar). As leis nos Emirados seguem a Sharia (lei islâmica) e são bem severas. Quem descumprir, paga multas altíssimas e/ou vai para a cadeia. Não há impunidade!

Deserto de Dubai
Deserto de Dubai

A origem
Existem registros da existência de Dubai há pelo menos 150 anos antes da formação dos Emirados.

Em 1820, Dubai era conhecida como Al Wasl por historiadores britânicos. No entanto, existem poucos registros referentes à história cultural dos Emirados Árabes, devido à tradição oral da região em passar suas tradições através do folclore e de mitos. 

As origens linguísticas da palavra Dubai também estão em disputa, alguns acreditam que a palavra possa ter origem persa, enquanto alguns acreditam que o árabe seja a raiz linguística da palavra. 
De acordo com Fedel Handhal, pesquisador da história e da cultura dos Emirados Árabes Unidos, a palavra Dubai pode ter vindo da palavra Daba (um derivado do Yadub), que significa rastejar; a palavra pode ser uma referência ao fluxo da enseada de Dubai para o interior.

Dubai tem sido governado pela dinastia Al Maktoum desde 1833. O atual governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, é também o Primeiro-Ministro e Vice Presidente dos Emirados Árabes Unidos.

As mesquitas estão em toda a parte em Dubai
As mesquitas estão em toda a parte

Pouco se sabe sobre a cultura pré-islâmica no sudeste da Península Arábica. Sabe-se apenas que muitas das cidades antigas na área eram centros de comércio entre os mundos Oriental e Ocidental. Os restos de um antigo manguezal, datados em sete mil anos, foram descobertos durante a construção de linhas de esgoto perto de Dubai Internet City. A área foi coberta com areia cerca de cinco mil anos atrás, quando o litoral recuou para o interior, tornando-se uma parte da costa atual da cidade. Antes do Islã, o povo desta região adoravam Bajir (ou Bajar).

Os impérios Bizantino e Sassânida constituíam as grandes potências da época, com o Sassânidas controlando grande parte da região. Após a expansão do islamismo na região, o califa omíada, do mundo oriental islâmico, invadiu o sudeste da Arábia e expulsou os Sassânidas. As escavações realizadas pelo Museu de Dubai, na região de Al-Jumayra (Jumeirah) indicam a existência de diversos artefatos a partir do período omíada.

Gold Souk em Dubai
Gold Souk, o Mercado do Ouro, fica na parte antiga de Dubai

A mais antiga menção de Dubai é de 1095, no "Livro de Geografia" pelo geógrafo árabe-Al-Andalus Abu Abdullah al-Bakri. O mercador veneziano de pérolas Gaspero Balbi visitou a área em 1580 e mencionou Dubai (Dibei) para a sua indústria de pérolas. Registros documentais da cidade de Dubai só existem depois de 1799.

Os arranha-céus de Dubai

De onde vem o dinheiro de Dubai
A receita do emirado é proveniente do turismo, do comércio, do setor imobiliário e dos serviços financeiros. As receitas de petróleo e gás natural contribuem com menos de 6% do PIB. Dubai tem atraído a atenção mundial por seus projetos imobiliários e acontecimentos esportivos.

Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo
Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo

Minhas experiências em Dubai
Eu visitei o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, o Burj Al Arab, um luxuoso hotel em forma de vela de barco que é o símbolo de Dubai, o Dubai Mall, que é o maior shopping do mundo, a Dubai Fontain, a maior fonte do de águas dançantes do mundo, o Ibn Battuta Mall, um shopping temático...

Madinat Jumeirah, Shopping e complexo hoteleiro de luxo
Madinat Jumeirah, Shopping e complexo hoteleiro de luxo

Também fiz um Safari no Deserto, andei de metrô, um dos mais modernos do mundo, fiz passeio de ônibus turismo e visitei também as cidades de Abu Dhabi e Sharjah, capitais dos emirados de mesmo nome.

Sheik Zayed, a grande mesquita de Abu Dhabi
Sheik Zayed, a grande mesquita de Abu Dhabi

Enfim, todos os passeios interessantes que eu fiz, vou mostrar aqui e no youtube, enriquecidas com dicas de cada passeio, quanto custa, onde comprar e como aproveitar melhor.

Vagões exclusivos para mulheres no metrô de Dubai
Vagões exclusivos para mulheres no metrô de Dubai

Parada de ônibus fechada, com ar condicionado
Parada de ônibus fechada, com ar condicionado

No final da série de posts sobre os Emirados, farei um resumo com as principais informações, passeios, visto e quanto custa viajar para Dubai, que é uma das maiores curiosidades e que todos me perguntam.

Dubai Mall, em frente ao Burj Khalifa
Dubai Mall, em frente ao Burj Khalifa

Por hoje fica esta apresentação e acompanhe o blog pelas redes sociais para saber o momento em que estará disponível e qual é o post/vídeo do dia. Te espero!

Beijos,
Ana Maria
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Quanto custa viajar para a Índia?

Essa é uma das perguntas que eu mais recebo e a mais difícil de responder, pois é tudo muito relativo. O quanto se gasta em uma viagem à Índia depende de tantos fatores (o que fazer na Índia, onde ficar, como se locomover), mas eu vou tentar dar uma ideia de custos. Depois, cada pessoa faz os cálculos de acordo com o que pretende conhecer e gastar.

Jodhpur

Primeira coisa que eu preciso deixar claro: não fiz uma viagem 5 estrelas, mas também não foi mochilão! Foi uma viagem de aventuras, mas muito confortável. 

Não dormi em hostels nem dividi quarto ou banheiro. Viajei de trem somente em vagões com ar condicionado e ônibus idem. Viajei muito de avião também. Contratei carro com motorista em Sikkim e em Ladakh.

Obviamente que os meus gastos foram superiores aos de quem se hospedou em hostels ou em hotéis com banheiro compartilhado, viajou de trem em vagões sem ar condicionado e não fez trechos internos via aérea. Tudo depende do que você pretende fazer e se está disposto ou não a passar por algum tipo de privação para economizar.

Li recentemente o post de uma blogueira/mochileira que viajou pela Índia durante dois meses e teve um gasto médio diário de 15 dólares. Deixou bem claro que foi tudo com conforto reduzido ou quase zero, mas que, mesmo assim, adorou a viagem.

Eu acho interessante quem se propõe a isso, mas não é para mim! Para você ter uma ideia, a minha média diária de gastos com hotéis e alimentação foi entre US$ 60,00 a US$ 80,00, às vezes bem mais, outras menos. Fora os passeios, deslocamentos de trens, aéreos, táxis, tuk tuks, metrô, entradas nos lugares turísticos, comprinhas, etc. Ah, e tinha também os "tips" (gorjetas).

*Incluí agora uma média geral diária de gastos, com tudo incluso: hotel, alimentação, deslocamentos de trem, aéreo, metrô, táxi, aluguel de carro com motorista, ingressos, etc, que ficou em torno de US$ 130,00 a 150,00. Fiz esta média dividindo o valor total gasto na Índia pelos dois meses em que eu viajei pelo país. A seguir, vou explicar um pouco sobre esta média em cada segmento.

Uma das viagens internas, feitas com a IndiGo

Eu não desfrutei de hospedagem de luxo, mas fiz questão de conforto e privacidade. Fui a lugares remotos que, mesmo querendo, eu não teria luxo, mas consegui um certo conforto. E paguei por isso.

Então, os meus cálculos de viagem são de acordo com o meu estilo. Você pode gastar muito mais ou muito menos, depende do que você está disposto a vivenciar. Esta viagem eu mesma organizei e fui sozinha, sem nenhum tipo de pacote. 

Vou fazer um resumo dos gastos que eu tive nesta viagem de 2016, que durou cerca de dois meses só na Índia. Não estão inclusas as despesas de Abu Dhabi e de Nova York, que fiz no período antes e depois da Índia. 

Etihad Airways

Passagem aérea: a passagem aérea de ida do Brasil para a Índia, com retorno para Nova York, eu comprei direto com a Etihad. A volta para o Brasil, de Nova York, eu viajei com a LATAM. Não vou colocar o valor que paguei, porque têm outros lugares inclusos, mas você precisa pesquisar muito para conseguir um valor mais acessível, ver qual é o melhor período e companhia aérea. Os preços variam de R$ 3.000,00 a R$ 8.000,00, na Classe Econômica, com saída de São Paulo ou Rio de Janeiro. Outras cidades têm custo adicional.

Atualização em novembro de 2016: a partir de 25 de março de 2017, a Etihad deixará de operar seus voos para o Brasil. Poderá retornar quando a crise econômica amenizar.

Os hotéis eu reservei pelo site do booking.com e os passeios locais eu contratava em agências indicadas pelos hotéis onde eu me hospedei. Assim também foi com as passagens aéreas e de trens. Alguns tickets eu comprava direto nos balcões das companhias ou nas estações de trens. Tudo dependia da logística. Se eu tinha que gastar muito tempo e dinheiro com deslocamentos, eu preferia comprar pela agência, mesmo pagando um pouco mais caro. Muitas economias não compensavam.

Então, agora vamos aos números

*A cotação da Rúpia, quando eu estava na Índia, entre março e maio de 2016, era de R$ 17,00 (alguns dias estava em R$ 18,00). Isso mudava de acordo com a variação cambial do dólar, mas vou fazer os cálculos baseados no que eu paguei, levando em conta que quando eu viajei, o dólar estava acima de R$ 4,00.

Sea Green South Hotel, em Mumbai - muito antigo e caro, mas a localização é top!

Hospedagem: gastei de 1.500 a 5.000 rúpias com as diárias*, sem café da manhã incluso. Em reais: de R$ 90,00 a R$ 300,00. Média simples entre 2.000/2.500 rúpias - R$ 117,00/R$ 147,00 de gastos com as diárias.

*Diárias em apartamentos duplos, pois os hotéis em que eu me hospedei não tinham tarifas individuais. Então, quem viaja em dois, divide este valor.

Um dos lugares de hospedagem mais cara foi em Mumbai. O hotel era de frente para o Mar da Arábia, mas era um hotel bem antigo. Achei muito caro pelo que ele oferecia, mas a localização era maravilhosa. E o atendimento também, o que compensava a "antiguidade" do hotel. E paguei caro também porque estava acontecendo um Campeonato de Rugby naquela semana e os hotéis da cidade estavam todos lotados.

Comidinha simples (tinha outros acompanhamentos), com valor em torno de 200 rúpias.


Este almoço custou cerca de 300 rúpias. Serve duas pessoas.

Alimentação: Café da manhã, entre 100 e 200 rúpias (cerca de R$ 6,00 a R$ 12,00. Almoço e jantar, entre 300 a 500 rúpias (R$ 18,00 a R$ 30,00). Alguns almoços eu paguei 1.000/1.500 rúpias (R$ 58,00 a R$ 88,00), mas foram em lugares mais sofisticados.

Cafeteria Shamiana - Taj Mahal Palace Hotel

Numa cafeteria do Hotel Taj Mahal Palace, por exemplo, em que eu fui com a Juliana, uma amiga blogueira que mora em Mumbai (blog Tabibito Soul), pagamos 1.600 rúpias cada uma - cerca de R$ 94,00, por um café e um doce de chocolate. 

Alguns doces e sorvetes simples, eu pagava entre 60 a 100 rúpias, mas por um sorvete no aeroporto de Delhi, paguei 500 rúpias. Eu sabia que era mais caro, mas estava com vontade e paguei! 

Média simples diária de gastos com alimentação: cerca de 1.000 rúpias pelas três refeições, mais 400 rúpias por água, sucos, lanches e outras guloseimas durante o dia, porque eu não parava. Média de 1.400 rúpias, ou cerca de R$ 83,00. Alguns dias eu não gastava R$ 50,00 (cerca de 850 rúpias) e comia muito bem.

Ticket de entrada para o Taj Mahal

Entrada nos lugares turísticos: a média era de 500 rúpias, cerca de R$ 30,00. Alguns eu paguei 30, outros 100 rúpias (R$ 6,00). O mais caro foi o Taj Mahal: 750 rúpias (R$ 44,00).

*Atualização 2019: entrada do Taj Mahal para estrangeiros, atualmente custa 1.500 rúpias.

Estação de trem em Amritsar

Tickets de trem e aéreos: em geral eu comprava tudo com apenas um dia de antecedência, o que encarecia muito, mas foi uma opção minha fazer isso. Eu decidia o próximo destino um ou dois dias antes. Eu já tinha em mente os lugares que eu queria ir, mas não o tempo de estada em cada um. 

Média de gastos com trens: entre 1.500/2.800 rúpias por trecho (R$ 88,00/R$ 165,00).

Passagens aéreas internas: de 4.500 a 8.000 rúpias por trecho (R$ 265,00 a R$ 470,00). O voo mais barato foi de Mumbai para Delhi e o voo mais caro, de Delhi para Leh (Ladakh). Fiz trechos aéreos para Varanasi, Calcutá, Mumbai e Leh.

Os valores gastos com táxis, tuk tuks, rickshaws, metrôs, ônibus, eu não lembro todos, mas como sei o valor total gasto na viagem, incluí na média geral de gastos.

Ladakh

Passeio mais caro: o passeio mais caro foi para Ladakh, onde fiquei 7 dias. Incluindo passagem aérea, hotéis, carro com motorista (para ir aos lugares remotos), táxi, alimentação, ingressos, etc, os meus gastos ficaram próximos de US$ 2.000. Mas sobre Ladakh eu farei posts especiais, contando detalhes.

Eu visitei lugares com custo de vida mais alto e outros, muito barato para nós, então é preciso levar isso em conta na hora de calcular os gastos, pois não é a mesma média por toda a Índia. E você pode economizar bastante planejando e comprando tudo com antecedência. Esta viagem foi um presente especial que eu me dei (vou explicar o motivo no post do Taj Mahal) e eu não me preocupei em ficar economizando nos pequenos detalhes, mas foi uma viagem com um gasto total previsto, não estourei o meu orçamento.

Se você tiver mais alguma dúvida sobre gastos, e que eu já não tenha escrito nos demais posts sobre a Índia, deixe nos comentários.

Observação: prefiro que você me pergunte nos comentários, assim outros leitores também ficam informados. Recebo muitos e-mails e perguntas inbox, mas as perguntas abertas ajudariam também outras pessoas interessadas, já que recebo muitas perguntas repetidas.

Com estas informações básicas, você já pode ter ideia de gastos e fazer o seu planejamento de acordo com o que você gosta e quer fazer. Aqui eu contei sobre os meus gastos. Como eu disse, você pode gastar muito mais ou muito menos.

Beijos,
Ana Maria

*Já recebi críticas em alguns grupos no facebook dizendo que eu gastei demais para os padrões indianos, que isso não é a regra. Mas eu expliquei tudinho neste post, é só ler com atenção. Eu gastei mais do que a média porque eu quis um conforto maior e visitar lugares mais caros. Quem quer gastar menos, faz diferente!
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