Quem ainda não ouviu falar no Creme Nívea? Eu nem me lembro quando o vi ou usei pela primeira vez, mas era ainda criança. O Creme Nívea foi criado há 101 anos e atualmente é comercializado em mais de 200 países.
A famosa latinha azul
O Creme Nivea surgiu em 1911, em Hamburgo, na Alemanha, quando o Dr. Oskar Troplowitz, farmacêutico e dono da Beiersdorf, juntamente com outros químicos, entre eles, Isaac Lifschütz, criou o Eucerit, uma combinação de uma substância ativa, gordura e água, que servia de base para a produção de pomadas. Antes da descoberta do Eucerit, os produtos de beleza eram criados a partir de gorduras animais e vegetais, por isso, se decompunham rapidamente.
Devido à sua cor e consistência, o creme recebeu o nome comercial de Nivea que, em latim (niveus/nivea/niveum), significa "branco como a neve".
O Creme Nívea foi o primeiro produto de beleza corporal hidratante do mundo e possui 98% dos componentes retirados da natureza.
A primeira embalagem do Creme Nivea era amarela, com detalhes de art noveau em verde e, em 1914, já era comercializado em 34 países. Durante a Primeira Guerra Mundial, a distribuição de cosméticos foi freada e a Beiersdorf decidiu mudar a imagem da marca. Em 1925 lançou a mais famosa lata de Creme Nivea do Mundo, a latinha azul, que permanece com esta cor até hoje.
A última alteração no layout da latinha foi em 2007
Por muito tempo eu ouvi pessoas dizendo que o Creme Nivea produzido na Alemanha era muito melhor do que o comercializado aqui no Brasil. Mas eu me perguntava: como assim, não é tudo igual? Não é, cada país tem uma legislação diferente e o Creme Nívea precisou se adaptar.
Quando minha irmã Mari viajou para a Alemanha, eu pedi para ela me trazer uma latinha, que eu queria fazer as comparações e constatar se realmente havia muita diferença na sua composição. Depois comprei uma latinha em Nova York e outra aqui no Brasil.
Então, segue a foto de 3 embalagens do Creme Nívea produzidos e comercializados em 3 países diferentes. Para ampliar, clique nas imagens:
Creme Nívea comprado em Munique e produzido em Hamburgo
Creme Nivea comprado em Nova York e produzido no México
Creme Nivea produzido no Chile e comprado no Brasil (farmácia Panvel)
Comparações:
1º) Creme Nivea produzido e comercializado na Alemanha: 21 ingredientes
2º) Creme Nivea produzido no México e comercializado nos EUA: 17 ingredientes
3º) Creme Nivea produzido no Chile e comercializado no Brasil: 15 ingredientes
Um ingrediente que eu vi em comum no creme mexicano e no chileno é o Methylisothiazolinone. E só no chileno, tem o Methylchloroisothiazolinone. Esses dois conservantes, que não estão presentes na versão alemã, foram criados na década de 70 e existe alguma evidência de que eles têm um potencial para sensibilizar a pele, dependendo da concentração usada.
Eu usei a minha vida inteira a versão chilena e nunca me fez mal algum. Como a Beiersdorf é uma empresa muito séria e não precisou retirar estes ingredientes da fórmula, acredito que nunca tenha ocorrido problemas sérios em ninguém. Talvez exista um risco mínimo para quem é alérgico a estes componentes e/ou só quando há uma maior concentração dos mesmos.
Não sei se estavam certas as pessoas que me diziam que o Creme Nivea produzido na Alemanha era muito superior aos outros, pois recentemente ouvi quem afirmasse gostar mais do Creme Nivea produzido no Japão. E lá, quem produz este creme não é a Beiersdorf e sim a Kao Corporation (a mesma fabricante de Bioré, Sofina, Kanebo, John Frieda etc.). Ainda não tive acesso a este creme feito no Japão.
O que eu achei? A versão alemã é um pouco mais perfumada do que as outras, mas na hidratação da pele, não notei diferença.
Minha mãe usa este creme diariamente desde que eu me lembre de vê-la usando algum creme e a pele dela é linda, super macia, sedosa e quase não tem rugas. Eu uso alternado com outros cremes, pois gosto de testar novidades, mas nunca deixo de usar o Nívea, principalmente à noite.
Comparando com o famoso hamburguer Big Mac, que não é igual no mundo inteiro, imagino que o Creme Nivea também tenha uma composição diferente em cada país onde é produzido. O motivo deste último, como eu já expliquei mais acima, é por questões legais (conforme a legislação de cada país).
Beijos,
Ana Maria