É muito bom consumir! Quem não gosta de comprar uns modelitos novos de roupas, sapatos da estação, lançamentos em maquiagens, mais um ou dois perfumes, último modelo de celular ou notebook?... Enfim, a lista é grande e a conta também.
E você deve pensar: eu trabalho pra isso, para me proporcionar estes prazeres. Senão, de que adianta ganhar dinheiro se não posso gastá-lo? Você está certa, dinheiro é para essas coisas... Mas não é só para isso! A vida é cheia de surpresas e imprevistos também.
O que devemos aprender a controlar é a compra por impulso, exagerada e sem guardar um centavo a cada mês, para uma compra maior depois ou para imprevistos.
Quem nunca comprou um mesmo modelo de roupa, mas de cores diferentes? A gente acaba enjoando e uma das cores fica lá jogada, no fundo do armário. Nem vou entrar no detalhe de roupas compradas, no mínimo, um tamanho menor que o nosso, com o pensamento de que é só fazer uma dietinha rápida e logo vamos entrar na calça, blusa, vestido... Será mesmo?
E batom? Temos em média 15 ou 20 batons (algumas têm muito mais), sendo que 3 ou 4 são da mesma cor. Não damos conta de usar tudo na validade e quando enfim resolvemos usar, o batom está com aquele gosto de velho (argh!). Eu mesma, volta e meia reviro minhas caixinhas de maquiagem e encontro um monte de sombras e batons que nem lembrava que tinha e que já estão velhos. Não vou usar mais, é claro, vou preferir usar os últimos que eu comprei.
E os sapatos? Eu sei, são a perdição da maioria das mulheres. A cada lançamento de estação, compramos no mínimo 2 ou 3 modelos. Pra que tanto sapato? Vejo nos blogs de troca e nos brechós virtuais, mulheres (inclusive eu) vendendo ou trocando sapatos praticamente novos. Compraram no impulso, usaram uma ou duas vezes e depois se arrependeram. Eu dou muitos sapatos para amigas que calçam o mesmo nº, mas às vezes eu penso: se eu vender 2 ou 3 pares destes que estão praticamente novos, libero espaço no meu armário e posso comprar outro par. O problema é que é difícil vender algo usado, mesmo bem baratinho e em excelente estado!
Não precisamos parar de comprar. Longe disso! Apenas estou levantando a questão de comprarmos com inteligência e não só por impulso. Se fizermos a nós mesmas 2 ou 3 perguntas antes de cada compra, desistimos da metade. Exemplo:
1. Estou mesmo precisando disto?
2. O valor vai se pagar pelo uso?
3. E se eu deixar para comprar amanhã, ainda vou querer?
Bom, só estas perguntinhas já bastam... Tente fazê-las ao menos uma vez e depois me diga.
Poupança/aplicação/ecconomia: você guarda um pouquinho, 5 ou 10% do seu salário, todo mês? Se você respondeu: “sim, até mais!” Parabéns! Mas algumas podem pensar, “não preciso guardar, ganho bem”; ou “como guardar, se ganho tão pouco?” Nos dois casos, sempre é possível guardar, nem que seja só um pouquinho. Mais adiante podemos fazer uma viagem muito legal, comprar um computador novo, ou mesmo renovar nosso guarda-roupa, sem correr riscos de ficar no vermelho.
Mas este é um exercício de controle que, para funcionar, temos que querer muito fazer. Se pensarmos em tudo o que podemos fazer com mais dinheiro disponível... É bom demais!
Já passei por várias fases, da mão de vaca à consumista. Mão de vaca quando ganhava pouco e consumista quando estava ganhando bem. Sou publicitária, trabalho com atendimento direto a clientes e ganho comissão sobre tudo o que comercializo em rádio, tv, internet, jornais e revistas. Isso pode ser ótimo ou péssimo. O mercado varia muito e, às vezes, o contrato não fecha, o cliente não paga em dia... Enfim, não ganhamos a comissão que esperávamos e temos que refazer os cálculos, apertar o cinto. Mas sobre o que já gastamos, só tem uma coisa a fazer: temos que pagar e se não dispomos de reservas, nos desesperamos.
Eu tive uma quebra no orçamento há alguns anos e precisei apelar para o Banco Mamãe S.A. Fiquei tão chateada que prometi a mim mesma que nunca mais iria passar por isso. De fato, acredito que hoje eu consegui um equilíbrio: não sou tão econômica, mas também não posso ser considerada uma gastadora. Acho que eu compro bem. Só compro coisas boas. Comprar porque está baratinho não vale a pena, pois perdemos em qualidade.
Se eu tenho algum evento especial e me falta uma roupa mais adequada, aí eu compro o que eu gostar, mesmo com o valor um pouco mais alto do que eu gostaria. Caso contrário, eu aproveito para comprar quando encontro algum produto muito bom que está em promoção ou quando passo por free-shops. Aí sim, eu compro muita coisa, mas tudo o que eu costumo mesmo usar e por ótimos preços.
Ainda tenho muita roupa e calçados que não uso, frutos dos meus impulsos, que às vezes acontecem - perfeição não existe, né? Mas a diferença de anos atrás é que agora eu sempre tenho uma reserva financeira e posso pagar minhas compras, até meus impulsos, sem ficar no vermelho.
E você, o que pensa sobre este assunto? Deixe seu comentário!
Beijos,
Ana