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Dinheiro na Índia: o você precisa saber para evitar contratempos!

Em relação à dinheiro e saques na Índia, eu tive alguns problemas, passei sufoco, mas foi devido à informações erradas do meu banco e do cartão de crédito. Normalmente, quem nos orienta só lê o formulário e as regras de cada banco e cartão, mas é pura teoria. A realidade para mim foi bem diferente. O que funciona na maioria dos países da América do Sul, EUA e Europa, na Índia é diferente.

Perguntas que todos fazem e poucos sabem orientar corretamente: qual a moeda na Índia, quanto vale, quanto levar e como (cartão ou cash)? 

Rúpias Indianas

Mas vamos começar pela moeda do país, a Rúpia Indiana (INR). Cada Real corresponde a mais ou menos Rs 19,00 (dezenove rúpias). Câmbio de maio e junho de 2015.

Nota de 1.000 INR, frente e verso

A maior nota da Índia é de Rs 1.000, que corresponde a mais ou menos R$ 53,00. Assim como as notas de Rs 500 e Rs 100, tem impressa a imagem de Gandhi.

*A partir de 11 de novembro de 2016, a maior nota de rúpia indiana passou a ser 2.000 rúpias. Leia a atualização no final deste post!

Notas de 1.000, 500 e 100 rúpias indianas

Qual moeda levar?

Aqui no Rio Grande do Sul, procurei em várias casa de câmbio de Porto Alegre (capital) e de Caxias do Sul (segunda maior cidade do Estado) e não encontrei Rúpias à venda. Nas próprias casas me informaram que eu não encontraria. Mesmo assim, insisti, mas realmente não encontrei. Minha opção então foi levar dólares.

Compre Dólares ou Euros e troque por Rúpias na Índia mesmo, onde é bem fácil encontrar casas de câmbio. Não leve Reais, lá ninguém troca, pelo menos nas casas de câmbio oficiais!

O que levar, cash, cartão de crédito ou travel card?

O que eu vou dizer pode parecer estranho, tanto que nem eu segui isso e passei sufoco quando meu cash acabou. Faça um cálculo baseado no que você pretende gastar e leve quase tudo em cash (dólares ou euros). Deixe o Cartão de Crédito para alguma semi emergência ou para pagar os hotéis. Eu digo semi, porque se for emergência, poderá não dar certo e você ficará na mão.


O que é semi emergência?

É quando o seu dinheiro cash ainda não acabou, mas está quase no fim. Não espere gastar tudo para tentar sacar. Você poderá ficar numa verdadeira emergência!

Ainda no Brasil, quando eu liguei para a administradora dos cartões para liberar o uso no exterior, me orientaram que eu poderia sacar com facilidade nos caixas eletrônicos e qualquer problema, era só ligar à cobrar para o Brasil, de qualquer telefone, fixo ou celular. Mas na prática, não foi bem assim!

Pagamentos com cartão de crédito: poucos lugares aceitam, apenas restaurantes internacionais, em grandes lojas, shoppings e hotéis. Mesmo assim, nem todos os hotéis aceitam cartão, dependendo da cidade em que você estiver. E muitos dos que aceitam, cobram uma taxa extra pelo cartão, em torno de 20%, o que acaba ficando bem mais caro.

Mesmo com o custo de vida na Índia muito mais barato do que o nosso, pagando as despesas só em cash, o dinheiro acaba rapidinho. O meu ainda durou cerca de 12 dias, sendo que, os poucos lugares que aceitavam cartão e não cobravam taxas, eu pagava com cartão.

Saques: aqui é que começou o meu calvário. Nem todos os caixas eletrônicos tinham convênio com os meus cartões Mastercard e Visa. Ou era um, ou somente o outro, ou o caixa não aceitava nenhum deles. Lá ia eu, de um caixa para outro, perdendo meu tempo e paciência!

O limite de saque diário no exterior, de cada um dos meus cartões, segundo a administradora, era de US$ 500,00, mas quem disse que eu conseguia sacar isso? Cada vez eu só conseguia sacar US$ 150,00. Mas podia sacar duas vezes de US$ 150,00. Ou seja, apenas US$ 300,00 por dia. Isso quando eu conseguia fazer os dois saques. 

O ruim: a cada saque, eu tinha que pagar uma taxa, de cerca de US$ 5,00 cada, mais taxa de conversão de rúpias para dólar, em torno de 6%, mais IOF de 6,38%. Então, a cada US$ 150,00 eu pagava taxas de US$ 23,57. Em reais, mais de R$ 75,00. E eu precisei fazer muito isso nos mais de 20 dias depois do meu cash ter acabado! Paguei muito caro por estes saques!

O péssimo: às vezes o meu cartão não aceitava cash, com o aviso de que eu já havia sacado o meu limite diário, sendo que, não havia sacado nenhum centavo, nem no dia anterior. 

O péssimo do péssimo: a Índia não tem convênio com o Brasil para ligações à cobrar. Impossível fazê-las, só ligando diretamente e pagando pela ligação. E foi o que eu precisei fazer algumas vezes. 

Cartões Travel Money: como não se pode carregar rúpias nestes cartões, além de ter que carregar em dólar ou euro e pagar as taxas de conversões, poderá haver problemas com os saques também. Sem contar que devem ser raros os lugares aceitam TM na Índia. Pelo menos eu não vi nenhum que aceitava. Mas mesmo assim, acho esta opção melhor do que cartão de crédito para saques.

Quanto dinheiro levar: isso vai depender de quanto tempo você vai ficar, se a sua viagem é por conta ou por agência. Indo por agência, geralmente já está incluso a passagem aérea, os hotéis e grande parte dos passeios. Então você só precisa levar dinheiro para despesas de alimentação, compras e passeios extras. No meu caso, eu só tinha a passagem aérea paga por aqui. As outras despesas precisei pagar todas na Índia.

Eu levei, em cash, cerca de US$ 2.000, pois como eu iria ficar viajando por 36 dias, não queria levar muito dinheiro, fiquei com medo de perder, de ser roubada, etc. Levei dois cartões de crédito, com um bom limite para gastos e saques. Mas, conforme o que eu relatei acima, poucos lugares aceitavam cartão de crédito e tive problemas com os saques na Caxemira e também em Delhi, nos meus últimos dias na Índia. Nos primeiros dias e nas outras cidades, os saques foram bem mais tranquilos, mas também, somente saques de valores baixos.

Dica de ouro: a minha dica final é, se você puder, leve a maior parte em dinheiro, seja dólar ou euro! Não marque bobeira, mas não se preocupe com assaltos, eles são raros na Índia. Mas os "mãos leves" existem em todos os lugares!

Sobre dinheiro e cartões na Índia, estas foram as minhas dicas baseadas na minha experiência. Já viajei pela América do Sul, EUA e Europa, mas para a Ásia foi a primeira vez e tudo funciona diferente por lá.

Espero que estas informações ajude quem está se organizando para ir para a Índia. Eu gostaria muito de ter lido isso antes de viajar pra lá.

Beijos,
Ana

*ATUALIZAÇÃO EM 09 DE NOVEMBRO DE 2016: novas notas de 2.000 rúpias na Índia.


O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou esta semana a desmonetização das notas de Rs 500 e Rs 1000 rúpias. Não serão mais aceitas em toda a Índia. Com esta medida, o país pretende combater uma onda de corrupção e notas falsas no país. 

A partir de hoje, todas as notas de 500 e 1000 rúpias serão consideradas ilegais. Uma nova nota de 2000 rúpias entrará em circulação e para esta adaptação, os bancos ficarão 2 dias fechados.

As pessoas que possuem notas de Rs 500 e Rs 1000 podem depositar em suas contas no banco ou nos Correios e/ou fazer a troca de 11 de novembro a 30 de dezembro de 2016.

**20 de dezembro de 2016: como 90% de todo o dinheiro em circulação na Índia era cash (os indianos não gostam de usar cartões), se instalou um verdadeiro caos na Índia desde então. Faltaram notas para troca no comércio. Nos bancos, casas e casas de câmbio, se formaram filas quilométricas e havia um limite para troca diária. A situação ainda não se normalizou, então, se você está indo para a Índia neste período, se informe bem do que você poderá enfrentar. A previsão de normalidade é de até 6 meses após a mudança.
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Meu cartão de crédito foi clonado, e agora?

Eu sempre ouvia falar sobre cartões clonados pela internet, em postos de gasolina e até em caixa eletrônicos (com os ditos "chupa-cabras"), mas comigo isso nunca tinha acontecido... até agora! Depois de usar cartão de crédito sem nenhum problema por mais de 15 anos, este mês de abril eu fui "premiada"! 

Se você também está passando por isso, deve se perguntar: e agora, o que eu faço? Será que vou ter que pagar pelas despesas que não realizei?


Eu sempre tomei todos os cuidados possíveis, nunca perdia de vista o meu cartão, seja em lojas ou em postos de gasolina e na internet, só fazia compras no meu computador pessoal, com antivírus pago e sempre atualizado. Por todos estes cuidados, eu pensava estar bem protegida contra esse golpe. Engano meu, ninguém está 100% seguro, mesmo tomando todos os cuidados possíveis!

Como isso aconteceu?

No início eu suspeitei que meu cartão tivesse sido clonado em um posto de gasolina onde eu sempre abasteço, porque no dia em que as compras começaram (1º de abril), o cartão travou na maquininha e demorou mais do que o normal para finalizar o débito. E, por coincidência, algumas horas depois começaram as compras no meu cartão.

Era véspera de feriadão de Páscoa e eu viajei. Mas os cartões têm um sistema de segurança que está sempre monitorando as despesas e foram eles mesmos que desconfiaram das compras e dos horários (madrugada), diferentes dos que eu costumo utilizar e me ligaram para confirmar as despesas.

Entrei em choque, tinha valores baixos, mas tinha também alguns valores mais altos. O cartão foi imediatamente bloqueado e aí começou a minha maratona. 

Além de passar o feriadão preocupada e sem cartão, tive que enviar uma carta via e-mail (mandei também via fax) contestando, uma a uma, as compras não realizadas por mim.

Depois de 15 dias, recebi um novo cartão. Estou acompanhando diariamente o extrato e observei que algumas compras já foram estornadas, mas outras continuam em análise.

Ontem, ao fazer uma compra com meu novo cartão, um funcionário do sistema de segurança me ligou para confirmar a operação, que por sorte era minha (eles estão ligados e eu também!) e ele me confirmou que o meu cartão não foi clonado no posto e sim, na internet!

Eu sempre usei antivírus pago (neste computador uso o Panda) e sempre atualizado, considerando também que só eu mexo neste computador, não abro arquivos suspeitos e nem entro em páginas duvidosas... 

Mas acho quer descobri como o vírus entrou no meu computador: eu baixei um programa gratuito de recuperação de fotos e, junto com este programa, baixou também um "buscador do yahoo" infernal (search yahoo), que interferia em todas as minhas páginas, abria lotes de anúncios sobre todas as páginas, redirecionava outras, enfim, este buscador do "demo" conseguiu bloquear a ação do meu antivírus! 

Depois de muito esforço, consegui excluir o programa, mas o vírus já estava instalado e também, só descobri depois, em pesquisas pela internet, que este buscador do yahoo estava "bichado". 

O que eu fiz para eliminar o vírus?

Desinstalei o antivírus e instalei-o novamente. Ao fazer uma varredura, ele detectou 7 vírus (que estão em quarentena) e um destes foi o que clonou o meu cartão. Não sei se ele se foi definitivamente, mas de qualquer modo, não estou mais usando este computador para efetuar compras pela internet. Tenho um notebook novo, com outro antivírus (McAfee) e estou usando ele. 

E as compras pela internet?

Não é por conta deste "incidente" que eu vou deixar de usar a internet para fazer minhas compras, mas vou (re)redobrar os cuidados. Mesmo com varredura programada, antes de fazer qualquer outra operação, farei nova varredura com o antivírus.

Compras pela internet são uma facilidade e um hábito sem volta, mas todo cuidado é pouco, porém, os cartões também têm que evoluir e criar sistemas mais seguros, como por exemplo, máquinas de leitura de cartões. Estas já existem com alguns cartões de débito. Eu tenho uma destas e do mesmo banco do cartão de crédito, porém, a mesma só pode ser usada nas operações da conta bancária.

Você já teve o seu cartão de crédito clonado? Como foi o desfecho com a Operadora?

Beijos,
Ana

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Vai viajar para o exterior? Saiba como evitar problemas e usufruir os benefícios de seu cartão de crédito.

Você está planejando viajar para o exterior, mas ainda têm algumas - ou muitas - dúvidas em relação ao uso de cartão de crédito?

Os brasileiros estão viajando muito para o exterior e batendo verdadeiros recordes de consumo. E o método de pagamento mais utilizado é o cartão de crédito, pois além de ser muito seguro, os gastos ainda podem se transformar em milhas aéreas.

O post de hoje vai ser um pouco longo, pois contém informações importantes. Se você não quiser ler todo, grifei algumas frases e você já pode ir direto nelas. Mas se estiver com viagem planejada para breve, leia tudo. Lembre-se sempre: a atenção com os detalhes é que evitará os maiores aborrecimentos de sua viagem.

Os cuidados básicos para evitar roubos todo mundo já sabe, mas que outros problemas comuns, além de roubo ou extravio de cartão, poderiam acontecer?

Vai viajar para o exterior? Saiba como evitar problemas e usufruir os benefícios de seu cartão de crédito.

Quando planejamos uma viagem ao exterior pensamos em várias coisas, mas um detalhe que pouca gente prevê - e tem acontecido muito, é o bloqueio do cartão de crédito pela própria operadora. E aí, você no exterior e com o cartão bloqueado... O que fazer?

Número de telefone da operadora do cartão no Brasil
Leve sempre os números de telefones que as operadoras divulgam para contato no exterior, no caso de urgências. Geralmente são feitas ligações à cobrar para o Brasil. Se o seu cartão for bloqueado, ligue imediatamente para saber o motivo.

*Atente que alguns países, como a Índia, não tem acordo para ligações à cobrar. Só aceitam ligações normais, mas você pode usar o VOIP ou o Skype.

Anote também, à parte, o número de seu cartão, data de validade e código de segurança. Estes dados serão necessários para você efetuar o bloqueio, em caso de perda ou roubo.

Para prevenir o bloqueio do seu cartão pela operadora ou a recusa do pagamento, alguns procedimentos básicos precisam ser observados antes da viagem.

Modalidade do cartão
O primeiro cuidado é conferir se o seu cartão é internacional. Se estiver escrito “válido somente no Brasil” ou “valid only in Brazil”, o seu cartão é somente para uso nacional. Entre em contato com seu banco ou operadora e solicite a modalidade internacional. Mas lembre-se que a anuidade é maior. Tente negociar, sempre é possível diminuir o valor.

Desbloqueio para uso internacional
Com um mínimo de 72 horas de antecedência, ligue para o banco/operadora e avise sobre a sua viagem, solicitando o desbloqueio internacional. Eu tenho o cartão do Bradesco - não sou correntista do banco - e preciso desbloquear a cada viagem internacional. Informo quais países estarei e o período. Para correntistas do Banco do Brasil, o desbloqueio pode ser feito nos caixas eletrônicos. Demais bancos eu não sei como funciona.

Já aconteceu de eu esquecer de avisar a operadora do cartão antes de ir aqui pertinho, na fronteira do Uruguai. As primeiras compras até passaram, mas em seguida o cartão foi bloqueado. Imagine, tanto free shop para comprar e eu, sem cartão. Sorte que o cartão do meu marido estava ok e eu comprei com o dele.

Assinatura no verso do cartão
São raros os países que possuem a maquininha com leitor de chip, como é comum aqui no Brasil. Nem em Nova York tem (agora tem, 2016, mas em 2012 não tinha). A maioria funciona com leitura da tarja magnética, então você precisa apresentar um documento para comprovar a assinatura. Para sua segurança, lembre-se de assinar no verso do cartão igual à assinatura de seu passaporte. Ou se você utilizar, igual à da carteira de identidade. A maioria dos países aceita a carteira de identidade ou de motorista para identificação no comércio. Mas para a viagem, vale somente o passaporte ou, no caso dos países do Mercosul, pode ser também a carteira de identidade, com menos de 10 anos e em ótimo estado.

Limite de crédito ultrapassado 
Para evitar estouro de limite e seu pagamento negado, antes de viajar, peça também uma liberação emergencial de limite. Na maioria dos cartões é de 10% do limite normal. Se você ultrapassar, além de não ter a compra não autorizada, você não pagará juros por ultrapassar o seu limite normal.

Eu sempre faço isso, mas dificilmente uso esse limite extra, que volta ao normal assim que eu retorno. Mas é uma garantia a mais. 
Seguro Saúde e Seguro Viagem grátis
Quase todos os cartões internacionais  Platinum oferecem este benefício aos seus clientes. Basta pagar a passagem ou, no caso de utilização de milhas, as taxas aeroportuárias, com seu cartão para ter o benefício. Vale também para a compra da passagem de seu acompanhante ou familiar. 

Para viagens à Europa: o Seguro Saúde é obrigatório nos países que fazem parte do Tratado de Schengen. Não é obrigatório para ingressar em Portugal, Espanha e Itália, devido a um acordo com o Brasil.

Para viagens aos Estados Unidos ou países da América do Sul, o seguro não é obrigatório, mas se algo lhe acontecer, você terá que desembolsar um valor muito alto, inclusive para uma simples consulta médica. Eu nunca viajo sem Seguro Saúde.

Eu quase sempre uso o seguro do cartão e poucas vezes contratei um à parte. Até hoje, nunca precisei usar nenhum.

O Seguro Saúde/Viagem, inclusive o que é oferecido pelos cartões de crédito, cobre ainda um determinado valor para o caso de extravio de bagagem.

Como é feita a conversão das despesas para reais?
A administradora do cartão converte os valores gastos (euros, libras, pesos, ienes, etc) em dólares, que é a moeda universal. No dia do fechamento da fatura, ela converte em reais, utilizando a cotação do dia, do dólar comercial. 

Quando você efetuar o pagamento, a administradora vai utilizar a cotação do dia do pagamento e finalizar a sua compra. Se houver diferença a maior ou a menor entre o dia do fechamento da fatura e o dia do pagamento, essa diferença será compensada na próxima fatura.

É cobrada alguma taxa?
Infelizmente sim, é cobrado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que atualmente é de 6,38%. Este percentual mudou em 2011, antes era de 0,38%.

Mesmo assim, ainda vale a pena, pois se você viajar e comprar dólares, comprará pelo valor do dólar turismo (que é maior que o comercial) e ainda pagará a comissão das casas de câmbio. 

Travel Money: para quem pretende utilizar os cartões Travel Money, o IOF é de apenas 0,38%. Estes cartões funcionam como cartão de débito. Você deposita em reais o valor antecipado para suas despesas e saca ou debita direto do cartão, em dólar ou euro, conforme contratado. Paga comissão para a agência de câmbio ou banco na hora de depositar o valor. Estes cartões não tem anuidade e podem ser solicitados em qualquer banco.

Pagamento de compras nos free shops de aeroportos brasileiros 
Você pode comprar com seu cartão de crédito internacional e converter na hora em reais. Neste caso, você ficará isento da taxa de 6,38%. E, conforme o valor e a bandeira do cartão, sua compra poderá ser parcelada em até 6 vezes, sem juros. Mas atenção: só nos free shops de aeroportos nacionais. Nos free shops internacionais, valerá a regra geral.

Onde posso usar meu cartão internacional?
Você pode comprar as passagens aéreas (dependendo do cartão, você terá o seguro saúde grátis), usar na reserva de hotéis, aluguel de carro, compra de passes de trem, saques em caixas eletrônicos no exterior, compras em lojas, shoppings, free shops, bares, restaurantes, enfim, em todo lugar que você for, será muito mais prático pagar com cartão. 

Você pode também fazer saques em caixas eletrônicos no exterior, mas para esta operação, além do IOF, será cobrada uma tarifa por este serviço, que pode variar de acordo com o seu banco.

Pagamentos com cartão costumam ser aceitos com menos desconfiança do que se você pagar cash, com uma ou até mais notas de 100 dólares, por exemplo. Isso sem falar na segurança: você não precisa andar com muito dinheiro na carteira.

Estas foram minhas dicas com os principais cuidados e benefícios no uso de seu cartão de crédito internacional. Agora, aproveite bem a sua viagem e use o cartão com sabedoria!

Estas informações foram úteis para você? Ainda ficou alguma dúvida?

Beijos,
Ana Maria
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Milhas aéreas, você sabe como acumular e viajar de graça?

Esta semana eu li várias matérias nos jornais sobre milhas aéreas vencidas porque os usuários de cartões de crédito não fizeram o resgate dentro do prazo. Só em 2011 foram mais de 5 milhões de passagens aéreas perdidas. Isso se deve, na maioria dos casos, pela falta de conhecimento sobre como funcionam estes programas de milhagens.

Milhas aéreas, você sabe como acumular e viajar de graça?

De certo modo, o mercado acaba se regulando sozinho, pois se todo mundo resgatasse suas milhas, esse negócio não valeria a pena para os bancos e companhias aéreas.

Só que, para os leitores(as) aqui do blog, eu quero informar como funciona este sistema para ninguém perder os prazos e deixar suas milhas expirarem.

Qual a maneira mas fácil de acumular milhas?
Não é complicado, mas é preciso ser bem organizado para não perder os prazos de validade e muito menos fazer um cartão de crédito e/ou compras desnecessárias somente com o objetivo de acumular milhas. 

Você pode acumular milhas por trechos voados, por compras em seu cartão de crédito ou por compras nos parceiros comerciais das companhias aéreas. 

Vou fazer um pequeno passo a passo em seis etapas para você saber como se filiar a um programa de milhagens e como acumular estas milhas através de compras no seu cartão de crédito.

Milhas aéreas, você sabe como acumular e viajar de graça?

Primeiro passo: você precisa se cadastrar no site de um ou mais programas de milhagens. Para não me estender muito, vou citar os dois programas que são mais populares aqui no Brasil: o Smiles, da Gol e o Fidelidade, da TAM.

Na Gol, você precisa fazer um cadastro no site da companhia para obter o seu número Smiles, que será usado para ganhar milhas em vôos ou na utilização do seu cartão de crédito.

Na TAM, você precisa se cadastrar no site da companhia e depois no site da Multiplus, para obter o seu número Fidelidade. Você pode se cadastrar nas duas companhias, mesmo tendo um único cartão, pois você vai escolher qual programa utilizar somente na hora do resgate das milhas.

Na TAM usa-se o termo “pontos” e não “milhas” como na Gol. Mas é só uma questão de nomenclatura, o funcionamento é praticamente o mesmo.

Segundo passo: se você já tem um cartão de crédito, que pode ser somente nacional, você já vai para o próximo passo, senão você precisa antes se associar a um cartão de crédito que seja filiado em um destes programas de milhagens.

Terceiro passo: pronto, depois desta etapa, a cada compra que você faz no seu cartão vai somando milhas. A quantidade de milhas que você ganha por dólar gasto depende de cada cartão. Mesmo nas compras em reais, a moeda padrão para regular as milhas é o dólar.

Quarto passo: você precisa resgatar as milhas acumuladas no seu cartão de crédito e enviá-las para o seu programa de milhagens, junto às companhias aéreas. Cada cartão tem um tempo em que você pode ficar acumulando milhas sem vencer. Conforme o cartão, pode ser de um a três anos. Cuide bem para não perder este prazo.

Para fazer um resgate de milhas, a Gol exige um mínimo de 5.000 e acima disso, em múltiplos de 1.000. Ou seja, você pode resgatar 5.000 ou 6.000, 7.000, 10.000 e por aí vai. Na TAM, o mínimo é de 10.000 pontos e acima disso, múltiplos de 1.000.

Quinto passo: escolhido o programa em que você vai baixar/resgatar as milhas, você tem ainda mais um prazo para usá-las, que agora ficam acumulando no seu programa de milhagem. Na TAM você pode acumular pontos por dois anos e na Gol, por três anos.

Em períodos normais, cada trecho nacional necessita de 10.000 milhas. As companhias aéreas fazem também muitas promoções, principalmente na baixa temporada, onde é possível viajar por 3.000 milhas por trecho, desde que o bilhete seja emitido com certa antecedência. Existem ainda as promoções relâmpago, que acontecem geralmente em finais de semana. Na alta temporada, em feriadões ou próximo da data da viagem, o número de milhas por trecho nacional pode chegar a 20.000.

Sexto passo: você já fez tudo até aqui, só falta emitir o bilhete? Muita atenção também para a data de validade deste bilhete. Na TAM, para trechos nacionais, ele tem validade de 3 meses e na Gol, de um ano. Se você tiver que cancelar a viagem, é possível, mas terá que pagar uma multa de cerca de 10% sobre as milhas utilizadas para emitir o bilhete. Se você não utilizar o bilhete dentro do prazo e não cancelar, você perde toda a passagem, sem direito a nenhum ressarcimento.

Milhas aéreas, você sabe como acumular e viajar de graça?



Esse sistema de acúmulo de milhas no cartão de crédito só vale se você usar muito o seu cartão. Se você usar pouco, vai ser complicado atingir o limite mínimo para resgate dentro do prazo de validade. Sem contar que a anuidade dos cartões de crédito filiados nestes programas costuma ser maior.

Uma vantagem interessante que muitos cartões oferecem é o Seguro Viagem/Saúde, para passagens pagas com cartão de crédito. Mas se você pagou o bilhete com milhas e só a taxa de embarque com o cartão de crédito, também tem direito a este seguro. 

Outra forma de acumular milhas é voando mesmo. Quanto mais você voa, mais milhas você acumula. Inclusive em companhias aéreas parceiras. 

Você também acumula milhas comprando produtos e/ou serviços de empresas parceiras das companhias aéreas, como locadoras de veículos, hotéis, postos de combustíveis, lojas de roupas, de cosméticos, farmácias, supermercados... Veja quais são estas empresas nos sites das companhias (e também no site da Multiplus) e depois se cadastre nos sites destas empresas participantes. 

Eu tenho o cartão Smiles e o Fidelidade e as minhas viagens quase sempre são pagas com milhas. Dificilmente eu pago com dinheiro um bilhete. Só faço isso quando preciso muito viajar e não tenho milhas suficientes ou quando existe uma promoção tão boa que não compensa pagar com milhas. Eu uso bastante o cartão de crédito, mas para não me perder ou me atrapalhar com as compras, dificilmente parcelo, pago tudo em uma única vez. 

O ideal é acumular milhas como consequência de seus gastos e nunca comprar só para ganhar estas milhas.

As regras para emissão de bilhetes internacionais são um pouco diferentes, mas entendendo como funciona este sistema e a emissão nacional, fica bem mais fácil para você entender depois como emitir um bilhete internacional.

Você participa de algum programa de milhagem?  Se você ficou com alguma dúvida, deixe nos comentários. 

Beijos,
Ana Maria

*Atualização em março de 2017: os Programas de Milhagens sofreram algumas alterações em relação à quantidade de milhas para resgate, tempo de validade, etc., mas a maneira de acumular, via gastos em cartões de créditos e milhas voadas é praticamente o mesmo. 
Foram acrescentados alguns parceiros, como supermercados, farmácias, postos de gasolina, lojas online, enfim, comprando nestas lojas, além da pontuação no cartão de crédito, ainda tem a pontuação por ter comprado em uma loja parceira.


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