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Capela das Velas, localizada à esquerda da Porta Santa (a porta principal da Basílica em ferro maciço), foi construída ainda na década de 70 e é o terceiro lugar mais visitado no Santuário. O primeiro é o nicho com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida e o segundo é a Sala das Promessas.
Capela das Velas e a Cruz do Nada
A decoração desta capela remete à passagem bíblica da Sarça Ardente, momento em que Deus aparece a Moisés em forma de fogo que não consumia arbusto, para ordenar que ele fosse até o Egito e libertasse o povo da escravidão.
A Capela das Velas foi reformada em 2004 e recebeu uma cruz de aço vazada, obra do artista sacro Cláudio Pastro. Esta é semelhante à cruz que se encontra sobre o Altar Central da Basílica, porém, seu formato é diferente.
Este efeito de luz na cruz são os raios solares que entram pelas janelas vazadas
Enquanto a Cruz no Altar Central é uma
Cruz Latina, a cruz que Cristo foi crucificado e esta é uma
Cruz de Tau (Tau é a letra T em grego), pois é uma cruz sem cabeça, em forma de T. A Cruz de Tau simboliza o tempo e a eternidade.
É a cruz dos Franciscanos, pois foi adotada por São Francisco e usada com três nós como símbolo de sua Ordem Religiosa. Os nós representam, respectivamente, os votos de pobreza, castidade e obediência perante Deus.
O artista deu o nome de Cruz do Nada a estas duas obras, pois elas são vazadas, não há nenhuma imagem de Cristo nelas. É o Nada que contém Tudo, é a fé!
No local foi colocado um filtro para absorver a poluição causada pela queima da parafina. Há vários exaustores instalados no local. Isso é fundamental, senão ficaria insuportável permanecer na capela.
Estas são chamadas de velas de metro
A Capela das Velas é um local totalmente preparado para receber as velas dos devotos e também possui um processo de reciclagem, para evitar que a parafina vá para a natureza, causando danos ao meio ambiente.
Para acender velas pequenas, usa-se um destes tanques, como este em primeiro plano e para as velas de metro, usa-se os caixalotes (ao fundo).
Tanto os tanques quanto os caixalotes, possuem ao centro uma grelha e quando estão cheios de velas, é ligado uma resistência de 25.000 watts que aquece e derrete toda a parafina, que escorre pelas grelhas e é escoada para duas piscinas no subsolo da capela.
Nestas piscinas, a parafina torna-se sólida novamente, é retirada e feito novas velas, que são vendidas na loja de velas do Santuário.
O Santuário tem essa preocupação com a natureza e o meio ambiente, por isso as velas são recicladas. Fé, preocupação ecológica e tecnologia na preservação do meio ambiente!
Esta foto foi durante a visita noturna à Basílica
Este tanque é o mesmo da foto acima, porém, na tarde do dia seguinte.
Recorde de velas queimadas
Há alguns anos, na semana de 12 de outubro, em 7 dias, foi retirado dos tanques cerca de 10 toneladas de velas, um recorde até então. Mas acredito que em outubro deste ano, durante a celebração do Jubileu dos 300 anos que a imagem foi encontrada, novo recorde deve ser batido.
Eu também comprei uma velinha, é esta fininha, única acesa da foto!
Espero que você tenha gostado de conhecer um pouco sobre esta capela. Eu achei bem interessante, não apenas por ser um local específico para os romeiros expressarem a sua fé, mas também pela preocupação ecológica em preservar o meio ambiente.
Beijos,
Ana Maria