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Turismo em alerta: dólar a R$ 4,40!

O post de hoje é apenas um protesto, pois este é um blog sobre viagens e eu não poderia deixar de comentar. Na verdade, estou até sem palavras: o dólar turismo chegou a R$ 4,40 nesta sexta-feira!

Dólar comercial: R$ 3,94 e dólar turismo: R$ 4,40

Nem a mais pessimista das previsões calculou que isso fosse acontecer ainda neste ano. Mas eu tenho fé de que é somente uma febre de inverno e que ela vai passar. Oremos!

Beijos,
Ana Maria
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Dinheiro na Índia: o você precisa saber para evitar contratempos!

Em relação à dinheiro e saques na Índia, eu tive alguns problemas, passei sufoco, mas foi devido à informações erradas do meu banco e do cartão de crédito. Normalmente, quem nos orienta só lê o formulário e as regras de cada banco e cartão, mas é pura teoria. A realidade para mim foi bem diferente. O que funciona na maioria dos países da América do Sul, EUA e Europa, na Índia é diferente.

Perguntas que todos fazem e poucos sabem orientar corretamente: qual a moeda na Índia, quanto vale, quanto levar e como (cartão ou cash)? 

Rúpias Indianas

Mas vamos começar pela moeda do país, a Rúpia Indiana (INR). Cada Real corresponde a mais ou menos Rs 19,00 (dezenove rúpias). Câmbio de maio e junho de 2015.

Nota de 1.000 INR, frente e verso

A maior nota da Índia é de Rs 1.000, que corresponde a mais ou menos R$ 53,00. Assim como as notas de Rs 500 e Rs 100, tem impressa a imagem de Gandhi.

*A partir de 11 de novembro de 2016, a maior nota de rúpia indiana passou a ser 2.000 rúpias. Leia a atualização no final deste post!

Notas de 1.000, 500 e 100 rúpias indianas

Qual moeda levar?

Aqui no Rio Grande do Sul, procurei em várias casa de câmbio de Porto Alegre (capital) e de Caxias do Sul (segunda maior cidade do Estado) e não encontrei Rúpias à venda. Nas próprias casas me informaram que eu não encontraria. Mesmo assim, insisti, mas realmente não encontrei. Minha opção então foi levar dólares.

Compre Dólares ou Euros e troque por Rúpias na Índia mesmo, onde é bem fácil encontrar casas de câmbio. Não leve Reais, lá ninguém troca, pelo menos nas casas de câmbio oficiais!

O que levar, cash, cartão de crédito ou travel card?

O que eu vou dizer pode parecer estranho, tanto que nem eu segui isso e passei sufoco quando meu cash acabou. Faça um cálculo baseado no que você pretende gastar e leve quase tudo em cash (dólares ou euros). Deixe o Cartão de Crédito para alguma semi emergência ou para pagar os hotéis. Eu digo semi, porque se for emergência, poderá não dar certo e você ficará na mão.


O que é semi emergência?

É quando o seu dinheiro cash ainda não acabou, mas está quase no fim. Não espere gastar tudo para tentar sacar. Você poderá ficar numa verdadeira emergência!

Ainda no Brasil, quando eu liguei para a administradora dos cartões para liberar o uso no exterior, me orientaram que eu poderia sacar com facilidade nos caixas eletrônicos e qualquer problema, era só ligar à cobrar para o Brasil, de qualquer telefone, fixo ou celular. Mas na prática, não foi bem assim!

Pagamentos com cartão de crédito: poucos lugares aceitam, apenas restaurantes internacionais, em grandes lojas, shoppings e hotéis. Mesmo assim, nem todos os hotéis aceitam cartão, dependendo da cidade em que você estiver. E muitos dos que aceitam, cobram uma taxa extra pelo cartão, em torno de 20%, o que acaba ficando bem mais caro.

Mesmo com o custo de vida na Índia muito mais barato do que o nosso, pagando as despesas só em cash, o dinheiro acaba rapidinho. O meu ainda durou cerca de 12 dias, sendo que, os poucos lugares que aceitavam cartão e não cobravam taxas, eu pagava com cartão.

Saques: aqui é que começou o meu calvário. Nem todos os caixas eletrônicos tinham convênio com os meus cartões Mastercard e Visa. Ou era um, ou somente o outro, ou o caixa não aceitava nenhum deles. Lá ia eu, de um caixa para outro, perdendo meu tempo e paciência!

O limite de saque diário no exterior, de cada um dos meus cartões, segundo a administradora, era de US$ 500,00, mas quem disse que eu conseguia sacar isso? Cada vez eu só conseguia sacar US$ 150,00. Mas podia sacar duas vezes de US$ 150,00. Ou seja, apenas US$ 300,00 por dia. Isso quando eu conseguia fazer os dois saques. 

O ruim: a cada saque, eu tinha que pagar uma taxa, de cerca de US$ 5,00 cada, mais taxa de conversão de rúpias para dólar, em torno de 6%, mais IOF de 6,38%. Então, a cada US$ 150,00 eu pagava taxas de US$ 23,57. Em reais, mais de R$ 75,00. E eu precisei fazer muito isso nos mais de 20 dias depois do meu cash ter acabado! Paguei muito caro por estes saques!

O péssimo: às vezes o meu cartão não aceitava cash, com o aviso de que eu já havia sacado o meu limite diário, sendo que, não havia sacado nenhum centavo, nem no dia anterior. 

O péssimo do péssimo: a Índia não tem convênio com o Brasil para ligações à cobrar. Impossível fazê-las, só ligando diretamente e pagando pela ligação. E foi o que eu precisei fazer algumas vezes. 

Cartões Travel Money: como não se pode carregar rúpias nestes cartões, além de ter que carregar em dólar ou euro e pagar as taxas de conversões, poderá haver problemas com os saques também. Sem contar que devem ser raros os lugares aceitam TM na Índia. Pelo menos eu não vi nenhum que aceitava. Mas mesmo assim, acho esta opção melhor do que cartão de crédito para saques.

Quanto dinheiro levar: isso vai depender de quanto tempo você vai ficar, se a sua viagem é por conta ou por agência. Indo por agência, geralmente já está incluso a passagem aérea, os hotéis e grande parte dos passeios. Então você só precisa levar dinheiro para despesas de alimentação, compras e passeios extras. No meu caso, eu só tinha a passagem aérea paga por aqui. As outras despesas precisei pagar todas na Índia.

Eu levei, em cash, cerca de US$ 2.000, pois como eu iria ficar viajando por 36 dias, não queria levar muito dinheiro, fiquei com medo de perder, de ser roubada, etc. Levei dois cartões de crédito, com um bom limite para gastos e saques. Mas, conforme o que eu relatei acima, poucos lugares aceitavam cartão de crédito e tive problemas com os saques na Caxemira e também em Delhi, nos meus últimos dias na Índia. Nos primeiros dias e nas outras cidades, os saques foram bem mais tranquilos, mas também, somente saques de valores baixos.

Dica de ouro: a minha dica final é, se você puder, leve a maior parte em dinheiro, seja dólar ou euro! Não marque bobeira, mas não se preocupe com assaltos, eles são raros na Índia. Mas os "mãos leves" existem em todos os lugares!

Sobre dinheiro e cartões na Índia, estas foram as minhas dicas baseadas na minha experiência. Já viajei pela América do Sul, EUA e Europa, mas para a Ásia foi a primeira vez e tudo funciona diferente por lá.

Espero que estas informações ajude quem está se organizando para ir para a Índia. Eu gostaria muito de ter lido isso antes de viajar pra lá.

Beijos,
Ana

*ATUALIZAÇÃO EM 09 DE NOVEMBRO DE 2016: novas notas de 2.000 rúpias na Índia.


O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou esta semana a desmonetização das notas de Rs 500 e Rs 1000 rúpias. Não serão mais aceitas em toda a Índia. Com esta medida, o país pretende combater uma onda de corrupção e notas falsas no país. 

A partir de hoje, todas as notas de 500 e 1000 rúpias serão consideradas ilegais. Uma nova nota de 2000 rúpias entrará em circulação e para esta adaptação, os bancos ficarão 2 dias fechados.

As pessoas que possuem notas de Rs 500 e Rs 1000 podem depositar em suas contas no banco ou nos Correios e/ou fazer a troca de 11 de novembro a 30 de dezembro de 2016.

**20 de dezembro de 2016: como 90% de todo o dinheiro em circulação na Índia era cash (os indianos não gostam de usar cartões), se instalou um verdadeiro caos na Índia desde então. Faltaram notas para troca no comércio. Nos bancos, casas e casas de câmbio, se formaram filas quilométricas e havia um limite para troca diária. A situação ainda não se normalizou, então, se você está indo para a Índia neste período, se informe bem do que você poderá enfrentar. A previsão de normalidade é de até 6 meses após a mudança.
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Peso, Dólar ou Real: o que é mais vantajoso levar para Buenos Aires?

Uma das maiores dúvidas para quem está com viagem marcada para Buenos Aires é: qual a melhor moeda para levar? E é mais vantagem trocar aqui ou lá? 

Não é novidade que a Argentina está atravessando um período muito complicado. A inflação não dorme e a cada dia o peso (moeda local) acorda mais desvalorizado. 

Para quem está indo agora para lá, vou dar algumas dicas baseadas na minha experiência, pois voltei de uma viagem a Buenos Aires há duas semanas. 



No post de hoje vou abordar sobre o câmbio:
Quem já tem dólares em casa, pode levar estes que a cotação está bem favorável por lá. O dólar pode ser usado no free shop, na maioria dos restaurantes turísticos e em algumas lojas. Mas, se você pretende comprar dólares exclusivamente para esta viagem, acho que não vale muito a pena. Você vai comprar pelo dólar turismo e ainda pagar a taxa da agência e como nem todo lugar aceita (dizem que lá é a terra em que o dólar tudo pode, mas na prática, não é bem assim), terá que fazer novo câmbio por pesos, pagar as taxas das agências, perder tempo, enfim, não é tão prático. 

O ideal é levar um pouco de cada: cartão de crédito internacional - imprescindível, se houver uma emergência; dólares - caso você já os tenha; reais e um pouco de pesos. Os pesos são para as despesas como cafezinho, água, lanches, táxi, bilhetes de metrô, ônibus turismo (este só aceita pagamento em pesos). Reais são aceitos nos mesmos lugares em que o dólar é aceito, ou seja, nos restaurantes turísticos e em algumas lojas. Não é aceito nos free shops argentinos. Nestes, só dólar, peso ou cartão de crédito internacional. Ao pagar com cartão de crédito, leve em consideração o IOF de 6,38% e a instabilidade do dólar até o pagamento da sua fatura.

Importante: faça o câmbio por pesos ainda aqui no Brasil, a cotação é bem melhor. No início de julho, a cotação aqui no Brasil era de R$ 2,70 por cada peso. Nas casas de câmbio argentinas, pagavam R$ 2,00. Fui escutar uma conhecida que me disse que era mais vantajoso trocar lá, por causa da crise, etc e acabei trocando poucos aqui no Brasil, mas me arrependi.

Cuidado: na Calle Florida está cheio de pessoas anunciando que fazem câmbio. A cotação é bem melhor, mas não recomendo, pois o risco de você receber notas falsas é grande. Vá direto numa Casa de Câmbio oficial, é mais seguro. Tem várias delas na própria Calle Florida.

Quanto dinheiro devo levar? 
Isso vai depender de quanto tempo você vai ficar e o que você pretende gastar. Compras é muito pessoal, mas aviso que, pelo preço, não está valendo muito a pena, a não ser que você encontre algo de que goste muito.

De preferência, já viaje com as passagens aéreas e o hotel pagos, que são as maiores despesas, assim é uma preocupação a menos quando retornar.

Sugiro levar cerca de $ 500,00 ou 600,00 ($ este símbolo se refere ao peso e não ao dólar, como alguém pode pensar) por pessoa, para as pequenas despesas, táxi e para o passeio de ônibus turismo - para uma semana. Se sobrar, no último dia, gaste em restaurantes ou no free shop da volta.

E a quantia em dólares ou reais, sugiro somar a quantidade de refeições que você fará (fora o café da manhã, que está incluso na maioria dos hotéis), mais uma previsão extra para alguma compra ou imprevisto. 

Nos lugares em que aceitam pagamento em reais (o troco, se tiver, é em pesos), a cotação está excelente: entre R$ 2,50 e R$ 3,00. Vale a pena levar reais. Na famosa Café Tortoni, por exemplo, cada peso valia R$ 2,80.

Pagar com cartão de crédito, só aconselho no free shop e em algumas lojas de rua como a Fallabela, Zara, Alenis, Isadora (estas duas últimas são redes de lojas de bijouterias e acessórios) e lojas de shoppings. Mas atenção, em muitas lojas tem um acréscimo de 15 a 20% se pagar no cartão. Na dúvida, pergunte se em "efectivo" (dinheiro cash, em espécie) é mais barato.

Despesas com alimentação
Os preços estão bem parecidos com os nossos, então considere o mesmo valor que você gastaria aqui em lugares similares. Eu gastei, em média, o equivalente a R$ 50,00 por refeição. Mas é que fui em lugares e restaurantes turísticos. Lanches ou refeições em lugares mais simples, obviamente é mais barato. O que eu achei mais barato foi o vinho. Bebi ótimos vinhos argentinos, em lugares turísticos, por $ 66,00 e $ 75,00 a garrafa.

Café e água estão muito mais caros do que aqui. Por exemplo: um cafezinho na Kopenhagen, em qualquer shopping brasileiro custa R$ 4,50. Um cafezinho no mesmo tamanho, no Havanna (loja que vende os famosos alfajores), em Buenos Aires, custa S 19,00. Ou seja, quase R$ 10,00. Na cafeteria da Livraria El Ateneo, custa $ 21,00.

Uma garrafinha de água mineral, que pagamos por aqui, no máximo, R$ 3,00, lá custa entre $ 19,00 e $ 20,00. Então, água e café são bem mais caros por lá. Mas a alimentação, em geral, está com os preços bem parecidos com os nossos. 

Dica: não beba a água mineral do frigobar do hotel, obviamente é bem mais cara. Você vai encontrar facilmente a mesma marca nas lojinhas OPEN 25HS, que tem em toda a área central, por $ 6,00. Se levar 3, sai por $ 15,00.

Locomoção:
Táxi oficial do Aeroporto de Ezeiza até o centro, custa $ 250,00. Chamando a mesma empresa para o retorno - ligue um dia antes para marcar - sai por $ 195,00. Já incluído os pedágios. Procure pelo guichê central da Taxi Ezeiza, logo que você sair da área do desembarque internacional.

Táxi, dentro de Buenos Aires, é relativamente barato, vale a pena pegar. Mas atenção para não cair no golpe da nota riscada (escrevi sobre isso neste post aqui) e ficar no prejuízo. Passeio de ônibus turismo eu também recomendo. A duração do passeio é de 2h, mas você pode descer ou subir em qualquer ponto, quantas vezes quiser, durante a validade do seu ticket. O ticket que vale 24h custa R$ 120,00 e o que vale por 48h, custa $ 160,00 por pessoa. Este ano tem uma linha nova, a azul, que vai até o Estádio do River Plate, que fica em Nuñes, periferia de Buenos Aires. Esta linha vai pela orla, deve ser bem legal, mas não consegui fazer este passeio. E você ainda recebe um cartão que dá direto a descontos em lojas, restaurantes e outros pontos turísticos, durante a validade do seu ticket.

Essas foram as minhas dicas e informações sobre as moedas utilizadas em Buenos Aires, qual a mais vantajosa e em que situações. Em outras cidades argentinas, provavelmente o peso deve ser a melhor opção.

Espero que você tenha gostado deste post e se ficou alguma dúvida em relação a este assunto, é só perguntar.

Beijos,
Ana

* Estas cotações/câmbios citados foram do mês de julho de 2013, alta temporada. Pode ser que agora os valores tenham baixado um pouco.

** Leia também os comentários, têm várias dicas e também informações atualizadas!

Atualização de post em 22 de março de 2015:
Este post foi publicado há quase 2 anos e hoje, devido à grande valorização do dólar, os valores de câmbio citados na época estão bem diferentes. O real não foi a única moeda a ser desvalorizada, o valor do peso também caiu muito.
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