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O Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi

Durante o city tour que eu fiz por Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes, eu visitei o famoso Mercado das Tâmaras, uma fruta originária do deserto.

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tâmaras recheadas com pistache, amêndoas, damasco, etc...

A tamareira (do árabe "tamar" ou datileira) é uma palmeira que mede entre 15 e 25 m de altura,  cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. 

Pelo fato de ser cultivada há milênios, a sua área natural de distribuição é desconhecida, mas seria originária dos oásis da zona desértica do norte de África, embora há indícios de uma origem no sudoeste da Ásia. 

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Plantação de tâmaras no deserto

Nos emirados árabes, mais de 60% do mercado de frutas e vegetais locais é composto pelas 40 variedades de tâmaras cultivadas na região. 

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tamareira carregada de frutos maduros

Quando os emirados ainda eram vilarejos de pecadores, em momentos de escassez, a tâmara, junto com o leite de camelo, eram fontes importantes de nutrientes.

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tâmaras frescas, maduras

As tâmaras, segundo a medicina moderna, também ajudam a prevenir o câncer do abdômen. Devido também ao seu alto valor energético, são muito consumidas por esportistas.

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tâmaras secas

Devido a alta concentração de açúcares e fibras, durante o Ramadã (período de jejum e orações dos muçulmanos), as tâmaras são muito consumidas, pois auxiliam o organismo a se recuperar do jejum, impedindo que a pessoa ingira uma grande quantidade de comida. Ou seja, elas também funcionam como um moderador natural de apetite!

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Geleia de tâmaras, maravilhosa! Paguei AED 25 pela embalagem de 300g

Além das frutas frescas, secas in natura ou recheadas com amêndoas e cobertura de chocolate, encontramos muitos tipos de doces feitos a base de tâmaras como geleias, iogurtes, sorvetes e até mel de tâmaras, muito usado como cobertura de sobremesas e sorvetes.

*AED é o símbolo do Dhiram, moeda dos Emirados. A conversão é quase 1 x 1 com o real.

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tâmaras secas

Tamareiras no Brasil? 
O primeiro registro de introdução da tamareira no Brasil, data de 1928, quando alguns materiais foram introduzidos em São Paulo.
No nordeste do Brasil a tamareira foi introduzida em projetos públicos de irrigação, entretanto, poucas informações sobre a cultura foram coletadas, embora se saiba que, foi nesta região onde as plantas apresentaram resultados mais promissores.

Mercado das Tâmaras, em Abu Dhabi
Tâmaras secas

As tâmaras e o provérbio árabe
"Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!”, assim diz um  provérbio árabe. Isso porque, antigamente, as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para produzir os primeiros frutos. Hoje, com o avanço da engenharia genética, uma tamareira gera frutos entre 2 a 4 anos. Porém este antigo provérbio é muito sábio.

A lenda
Certa vez, um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto, quando um jovem o abordou perguntando: “Mas por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?”. O senhor virou a cabeça e, calmamente, lhe respondeu: “Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras”. Ou seja, não importa se você vai colher, o que importa é o que você vai deixar... 

Então, muito mais do que um post sobre o Mercado das Tâmaras, eu  quero agradecer a todos os que plantaram tâmaras antes de mim! Todas as conquistas que hoje estamos usufruindo, foi por que alguém ousou começar!

Você concorda que este ditado nos leva a uma reflexão sobre o que estamos deixando para o mundo? Estamos plantando tâmaras ou apenas colhendo?

Beijos,
Ana Maria

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
*Essa postagem faz parte da "Blogagem Coletiva 52 Semanas de Gratidão", da Elaine Gaspareto (Semana 49).
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E se hoje fosse o último dia...

Na semana passada eu assisti novamente ao famoso discurso do Steve JobS (CEO da Apple, morto em 2011), na Universidade de Stanford, pouco tempo depois dele ter sido diagnosticado com câncer no pâncreas. 

Discurso de Steve Jobs

Neste discurso, que rodou o mundo e é apresentando em muitas palestras motivacionais, ele contava que, nos últimos 33 anos de sua vida, todas as manhãs ele se olhava no espelho e fazia a seguinte pergunta:

"Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje?"

Steve Job continuou: E sempre que a resposta foi "não" por muitos dias seguidos, eu sabia que precisava mudar alguma coisa!

Estou reproduzindo apenas esta pequena parte do discurso, que foi a mais impactante. Eu já tinha assistido a este vídeo há muitos anos e, naquela época, fiquei um pouco pensativa, é claro, mas depois segui em frente sem me preocupar muito. Agora, estou num outro momento da minha vida, onde me faço muitos questionamentos. Entre eles, esta pergunta do Steve Jobs.

E se hoje fosse o último dia...

Nunca tive e continuo não tendo aquela necessidade urgente de ser feliz 24h por dia, pois eu sei que isso é ficção, mas não quero mais desperdiçar momentos preciosos com o que não é importante.

O que eu quero dizer é que coisas simples podem ser muito importantes e fatos grandiosos talvez nem signifiquem muito. É tudo muito pessoal, mas precisamos refletir sobre o que realmente importa! 

Pode parecer muito óbvio tudo o que eu escrevi e, na verdade, é óbvio mesmo, mas o fato é que muitas vezes, pensamos a respeito, só que, em seguida, deixamos pra lá e seguimos a vida, no piloto automático. 

Nos últimos três anos, passei por alguns acontecimentos que mudaram muito a minha vida e meu modo de pensar e posso dizer que ainda estou em transformação. Talvez por isso a pergunta do Steve Jobs seja tão pertinente neste momento.

O que você pensa sobre esse assunto? Já se fez esta pergunta alguma vez?

Beijos,
Ana Maria

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
*Essa postagem faz parte da "Blogagem Coletiva 52 Semanas de Gratidão", da Elaine Gaspareto.
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As redes sociais e a ilusão de felicidade!

Não podemos negar que as redes sociais revolucionaram o modo das pessoas se relacionarem nos últimos anos. Estar presente nestas redes virou sinônimo de existir para o mundo. Chegamos ao ponto de, se alguém se desentender, até mesmo por uma bobagem, com outra pessoa e a deletar das suas redes sociais, é como se a excluísse de sua vida, o que de fato acaba acontecendo.

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao

A cada momento surge uma nova rede ou um novo aplicativo e as pessoas ficam enlouquecidas tentando ser ativas em todas, ou pelo menos, em grande parte, com receio de serem julgadas analfabetas digitais.

Acredito que todo mundo ainda lembra do Orkut, uma das primeiras redes e a que começou essa revolução toda. Infelizmente (ou felizmente, não sei) o orkut não conseguiu se reinventar a tempo e foi engolido pelo facebook. 

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao

Talvez seja este o medo das pessoas, de serem engolidas pelas mais conectadas. É twitter, instagram, insta stories, snapchat, pinterest, youtube e sei lá mais quantas outras. O facebook ainda é a maior rede mundial, a mais acessada, mas já tem gente que a considera ultrapassada, sabia disso?

Você não tem snapchat? Oh, meu Deus, em que mundo você vive? Qual o seu perfil no instagram? Não tem? Como você faz para mostrar para o mundo as suas viagens, as suas baladas, os melhores restaurantes, seus amores e  o quanto você é amada e feliz o tempo todo?

Qual o aplicativo que você usa para tratar as suas fotos? Porque você não pode simplesmente postar uma foto original, sem filtro, onde aparecem suas gordurinhas, celulites, etc. Tem que tratar, não é?

Infelizmente, tudo isso está transformando pessoas reais em fakes, em corpos e rostos que não existem! E, por incrível que pareça, muita gente não está se dando conta disso e almeja um corpo ideal impossível de atingir! 

É fato que a maioria das pessoas usa as redes sociais para se exibir,  dar indiretas para os outros, mostrar viagens maravilhosas, um namorado novo, um corpo perfeito... Quanta ilusão!

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao
Ilusão x Realidade

Você já imaginou que aquela balada divertida, na verdade, nem foi tão divertida assim? Que, quem postou aquelas fotos belíssimas, animadas, cheias de gente bonita em volta, provavelmente passou maior parte do tempo fazendo selfies e tratando as fotos do que curtindo a festa?

Essa obrigação das pessoas de exibirem o quanto são felizes está criando um monstro dentro de cada uma. Elas acabam sendo escravas da sua própria necessidade de exibição.

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao

Talvez estas mesmas pessoas, quando vêem as fotos de outras, que provavelmente fizeram os mesmos procedimentos, acabam ficando tristes e deprimidas porque a sua vida de verdade não é tão divertida quanto deve ser a daquela outra pessoa ou celebridade que tanto admira. Isso está se tornando uma obsessão e cada vez aumenta mais o número de pessoas depressivas e insatisfeitas com a vida.

Por outro lado, reconheço a importância que as redes sociais também têm na vida das pessoas, principalmente no lado profissional. Por isso mesmo, eu transformei todas as minhas redes sociais (e olha que participo apenas das que eu mais gosto) em redes de network.  Além do blog, tenho conta no LinkedIn, Pinterest, Google Plus, Youtube, Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp... Não lembro se esqueci de alguma, mas estas são as que eu mais acesso. E haja tempo e disposição para acessar todas estas redes.

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao

Desde o finalzinho de 2011, quando criei o blog, fui transformando as minhas redes sociais em canais de divulgação dos meus posts. As minhas postagens são dicas de beleza e de viagens que eu gosto de compartilhar, de interagir com as pessoas e trocar experiências, não para me exibir. Não vejo nenhuma necessidade de fazer isso. Até porque, o que eu mais tento no blog e no youtube é desmistificar o fantasma de que uma mulher (ou até mesmo um homem, embora a maioria não tenha este receio) não pode viajar sozinha! Por que não? Se eu posso, você também pode! Viajar tem muito mais a ver com coragem e desprendimento do que com dinheiro, pois há viagens para todos os tipos de bolso.

Viajar me deixa feliz, mas não sou feliz o tempo todo!

Claro que é legal viajar com amigos, família ou com o amado(a). Mas por um motivo ou outro, nem sempre isso é possível quando você quer ou pode viajar. Então, qual a solução, não viajar ou viajar sozinha? Minha resposta, obviamente, você já sabe!

Várias vezes eu ouço ou recebo mensagens de pessoas que dizem que gostariam de ter a minha vida, de viver viajando. Olha, eu não vivo viajando e não sou feliz o tempo todo. Também tenho problemas e de todos os tamanhos. O que eu quero passar é que, problemas todos temos, mas precisamos aprender a valorizar o lado bom da vida, senão as coisas ruins acabam tendo uma relevância muito maior do que deveriam. Não coloco meus problemas na rede, pois este não é o foco do meu blog,  mas isso não significa que eu não os tenha.

As redes sociais e a ilusão de felicidade! #52semanasdegratidao

Conheço gente que faz tanto drama sobre o seu próprio sofrimento, que não consegue ver beleza em sua vida, nem perceber o quanto as pequenas coisas também podem lhe alegrar e lhe fazer feliz. Sim, a felicidade como um todo não existe! O que existe, são momentos felizes e precisamos valorizá-los para que o saldo final seja positivo!

Por isso mesmo, vamos ser gratos(as) às pequenas coisas, instantes ou momentos agradáveis, pessoas reais com seus defeitos e imperfeições e não supervalorizar a vida dos outros nas redes sociais. Muito menos, fazer delas o nosso guia de felicidade!

E você, como encara as redes sociais?  

Beijos,
Ana Maria

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
*Essa postagem faz parte da "Blogagem Coletiva 52 Semanas de Gratidão", da Elaine Gaspareto.
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Amável Maria e seu casaquinho verde!

Ela queria ser professora! Era muito à frente do seu tempo e saiu de casa cedo. Aos 16 anos já lecionava em um colégio de freiras e, aos 17, passou num concurso para professora municipal. Gostava de alfabetizar. Era enérgica e firme em sala de aula, mas durante o intervalo, brincava com as crianças no pátio da escola. Eram outros tempos, mas jamais foi desrespeitada por algum aluno. Foram centenas, talvez milhares de crianças e mais tarde, também adultos, alfabetizados pela doce e Amável Maria

casaquinho verde

A Amável Maria não queria casar e muito menos sonhava em ter filhos, pois estava muito feliz com sua profissão e sentia-se realizada. Até que um dia, já passando dos 30, ela conheceu aquele que foi o seu grande amor. Casaram, tiveram 3 filhas e a vida seguiu. 

Fundadora de uma escola
Lecionou em muitas escolas, inclusive fundou e foi a primeira professora de uma delas. Recentemente, recebeu várias homenagens por isso!
Algumas escolas ficavam muito longe de casa, nem tinha transporte até lá e ela caminhava vários quilômetros sob o sol forte, chuva ou frio, mas nunca deixou os seus alunos sem aula.

O punhal
Alguns trechos eram perigosos, mas a valente Amável Maria carregava um punhal entre os livros, presente do marido, caso precisasse se defender. E precisou! Certa vez, grávida da segunda filha, ela colocou pra correr um assaltante, ameaçando-o com o seu afiadíssimo punhal.

Punhal
  
A família
O marido viajava muito e ela cuidava de tudo, da casa, das compras, da alimentação da família, dos pagamentos, dos estudos das filhas e de seus alunos. Elaborava, aplicava e corrigia as provas e os cadernos. E ainda sobrava tempo para encher de amor o marido, as filhas e também de mimos a mais nova. "Ela é a bebê da casa, precisa de mais atenção!", justificava ela, tentando amenizar os ciúmes das outras duas.

Quando as filhas eram muito pequenas, geralmente a Amável Maria contava com a ajuda de alguma sobrinha mais velha, que cuidava das meninas, enquanto ela lecionava. Muitas vezes, porém, ela precisou sair com o coração apertado, deixando as filhas sozinhas, mesmo com a mais velha já adolescente. Era bagunça na certa!

Casaquinho verde

O casaquinho verde
Quando alguma filha ficava doente, ela vestia o seu casaquinho verde e corria contra o tempo e contra a doença, mas nunca deixou de cuidar ou de dar seu amor às filhas e ao marido. Seu casaquinho verde era a sua capa de Super Heroína.

Alfabetização à jato
Em seus últimos anos como professora, a Amável Maria começou também a alfabetizar adultos, no turno da noite. Por sorte, o local era perto de casa e não havia os perigos de hoje.

Como estes alunos adultos precisavam aprender rápido, ela se especializou em um método que ensinava o aluno a Ler a Jato. "Será que funciona mesmo?" chegou a se questionar.

Cartilha Ler a Jato

Então ela decidiu testar primeiro o novo método com a filha mais velha que, na época, tinha apenas 4 anos. Sim, funcionou e, em um mês, a pequena aprendeu a ler e a escrever. Ótimo, então a Amável Maria começou a aplicar a técnica nos adultos. Provavelmente demoraram um pouco mais para prender, mesmo assim, o método foi um sucesso.

A perda de seu grande amor
O tempo passou, as filhas cresceram, ela se aposentou e poucos anos depois, seu marido também. Finalmente conseguiriam aproveitar um pouco mais a vida juntos e planejavam o que fazer quando envelhecessem. Mas Deus tinha outros planos para eles! Seu amado marido adoeceu e um câncer muito agressivo o levou precocemente. A Amável Maria ficou ao seu lado o tempo todo, do início ao fim, sempre com seu casaquinho verde.

Mesmo perdendo o grande amor da sua vida, ela nunca ficou só. Ela ainda tinha o amor das filhas, depois dos genros, que ela chamava de "filhos do coração" e até um neto, que ela conheceu e viu crescer. Era o seu grande orgulho. A Amável Maria era muito amada! 

A coragem
O mais incrível é que ela não se achava valente, mesmo que dissessem que nunca tinham conhecido uma mulher tão corajosa quanto ela.

Quando precisava resolver algo importante, lá ia a Amável Maria, sempre vestindo o seu casaquinho verde. Nos últimos tempos, não era mais o mesmo casaquinho verde de outrora, pois os super heróis também precisam trocar suas capas! Mas ela o substituiu por outro... casaquinho verde! 

"Os anos pesam", dizia ela!
Os anos foram passando e começaram a pesar em seu já frágil e vivido corpo. Mas ela tinha muita fé e coragem, nunca se queixava ou se deixava abater. Sempre pedia a Deus para ficar aqui somente enquanto pudesse se levantar da cama sozinha. Quando não pudesse mais, era hora de partir.

Voltando pra casa
E assim, numa noite fria de outono, vestindo o seu casaquinho verde, a Amável Maria deixou arrumada a mesa para o seu café da manhã e se preparava para dormir, quando foi chamada às pressas. Era o seu Grande Pai e ela se foi, rápida, plena e em paz! A verdade é que ela não queria nem deitar naquela cama, caso fosse para não se levantar mais no dia seguinte!

Amável Maria é a tradução do nome italiano Amábile Maria! Este é o verdadeiro nome da heroína deste conto. E esta é a história de vida da minha amada e amável mãe, que há poucos dias se transformou em um anjo!

Feliz Dia das Mães

Neste Dia das Mães, o primeiro sem a minha Amábile Maria, quero prestar uma homenagem à todas as mães, às corajosas e amáveis Marias! Não importa onde estejam, basta que tenham existido! E mãe não é apenas aquela que gerou um filho. Mãe é também aquela que espalhou amor!

Feliz Dia das Mães e parabéns a todos os filhos!

Beijos,
Ana Maria

Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão
*Essa postagem faz parte da "Blogagem Coletiva 52 Semanas de Gratidão", da Elaine Gaspareto.

**A rosa que ilustra este post foi fotografada no jardim da casa da minha mãe!
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Ela voltou pra casa!

Este post talvez seja o mais profundo e difícil pra mim, mas quero dizer que, mesmo diante da dor, existe muita gratidão e achei que é perfeito para as #52semanasdegratidão, criado pela querida Elaine Gaspareto!

Minha mãe voltou pra casa!

Há menos de 48 horas eu perdi minha mãe! Acredito que somente a dor de perder um filho deve ser maior. Como não tenho filhos e nunca conhecerei esta dor, esta é a maior perda da minha vida!

Logo que aconteceu, coloquei um recado no facebook dizendo que minha amada mãe havia partido! Achei que era o meio mais rápido e menos dolorido para avisar a todo mundo. Recebi muitas mensagens de apoio, muito mais do que imaginei. Quando se fala em mãe, todo mundo se identifica, tanto quem já perdeu, quanto quem tem medo de perdê-la. Mãe é certamente a pessoa que mais nos ama (amou), incondicionalmente e, ao perdê-la, perdemos uma parte das nossas referências, do nosso chão. É a nossa base que se desprende de nós.

Entre tantas mensagens, uma me tocou profundamente, pois um amigo me disse: ela não partiu, ela voltou pra casa! Achei lindo, instigante, e fiquei pensando muito a respeito.  

Acima de tudo, preciso destacar a oportunidade que Deus me deu, primeiro de ter sido filha de uma mulher extraordinária, forte, valente e à frente do seu tempo. E depois, meu grande agradecimento  por ter tido uma convivência intensa com ela, principalmente nos últimos anos. 

Minha mãe era muito religiosa e rezava todos os dias, pedindo a Deus e a São José (padroeiro da boa morte) que, quando chegasse a sua hora, ela queria partir logo, por inteira, jamais ficar aqui numa cama ou dependente de alguém. 

Eu estou em paz, porque ela foi atendida exatamente do jeito que ela queria, mesmo nos fazendo esta surpresa. Eu sei que talvez eu ainda esteja anestesiada, que ainda vou sentir demais a falta dela, mas vou fazer um esforço além do que imagino ser capaz para superar a falta que ela já começou a fazer. Dizem que a nossa tristeza atrapalha a caminhada dos que já foram e não quero de jeito nenhum que a minha mãe olhe pra trás e sinta que estamos sofrendo. Eu e minhas irmãs queremos que ela sinta o quanto somos gratas por ela ter existido, por ter nos ensinando a ser fortes, por ter sido o nosso exemplo de mulher, profissional, mãe e pessoa maravilhosa, admirada por todos! Sinto muito orgulho, amor e gratidão por ter sido sua filha!

Beijos,
Ana Maria

*A rosa que ilustra este post foi fotografada no jardim da casa da minha mãe!

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Essa postagem faz parte da "Blogagem Coletiva 52 Semanas de Gratidão", da Elaine Gaspareto. 
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