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Amber Fort e o Palácio com arquitetura mista: muçulmana e hindu!

O Amber Fort é uma fortaleza localizada nos arredores e distante 11km do centro da cidade de Jaipur, na Índia e seus muros protegem um antigo palácio, de mesmo nome. Este palácio tem uma arquitetura muito peculiar, que mistura os estilos muçulmano e hindu.

Beijinho pra você!

Para chegar até lá, partindo do centro de Jaipur, o turista pode ir de carro ou táxi (eu fui de táxi tuk tuk) e para visitar o forte é necessário subir um morro enorme, podendo ser à pé, por uma escadaria, de Jeep ou de elefante, por um enorme corredor. Eu subi até o pátio do palácio de elefante e conto como foi neste post aqui.

Ao fundo, um elefante tentando se esconder do forte sol do Rajastão

O Amber Palace, hoje patrimônio Mundial da UNESCO, foi construído por Raja Man ​​Singh I, na última década do século XVI e concluído por Mirza Raja Jai Singh. 


Este forte foi construído com o objetivo de proteger os moradores (família real e empregados) de seus inimigos de guerra.

A vista do alto das muralhas é sensacional!

Deste lado, podemos ver o Lago Maota

Bem no meio do lago, um canteiro de açafrão

Logo na subida até o forte, temos uma vista privilegiada do Lago Maota (post aqui), que possui uma ilha canteiro no centro, com plantação de açafrão e de onde era retirada a água que abastecia o palácio.


A entrada, pelo portão Surajpol nos leva ao Jaleb Chowk, que é o pátio principal de onde se pode ter acesso ao palácio, subindo uma escadaria. Este pátio também foi a área onde os exércitos eram recebidos quando retornavam vitoriosos das guerras. 

Amber Palace

A fachada do Amber Palace é de uma beleza fascinante!

As escadas principais nos levam ao segundo pátio do forte. Aqui se encontra o imponente Diwan-I-Aam, o salão de audiências públicas onde o Marajá recebia a população e suas petições.

Diwan-I-Aam, o salão de audiências públicas

Este é um pavilhão de dupla fileira de colunas, com cabeça de elefante estampada em cada uma. Há uma galeria de rede também.

Interior do salão de audiências

Galeria Pod Pikami

Tudo muito rico em detalhes!

Os apartamentos residenciais do Marajá estão localizados após o Ganesh Pol (Pol: porta). O Jai Mandir (Hall da Vitória) é famoso pelo deslumbrante painel embutido e teto de espelho. 

Paredes de mármore intrincado


Do outro lado está o Sukh Niwas, a residência de prazer, com uma porta de marfim de sândalo embutido. 


Um canal previsto para o fluxo de água é um sistema de arrefecimento. A água que flui a partir do canal não foi desperdiçada e permitiu fluir para o jardim.


O Zenana ou o Palácio das Mulheres está no quarto pátio. Os quartos estão ligados por um corredor comum, mas são engenhosamente concebidos para garantir a privacidade das mulheres. 

Este devia ser um ponto de encontro das mulheres, pois fica bem ao centro do pátio do Zenana

Hoje é um espaço de descanso para os turistas e também um refúgio do sol.

Corredor entre os quartos do Palácio das Mulheres.


O palácio é belíssimo e até que está bem conservado, mas algumas paredes precisam ser pintadas e outras, de pequenas restaurações.


Os horários para visitação ao Amber Fort são das 8 às 18 horas, todos os dias da semana e a entrada para estrangeiros é de 400 rúpias (cerca de R$ 24,00). 

Exóticos são os outros!
O povo indiano é bastante curioso com os turistas e o tempo todo tinha gente querendo tirar uma foto comigo. No início eu achei muito estranho, mas depois fui me acostumando e aproveitei para também registrar o momento com eles.


Estas mulheres com coloridos trajes hindus estavam circulando elegantemente pelo palácio com uma garrafa de água mineral na cabeça. Quando me viram. pediram para tirar uma foto minha e eu fiz o mesmo com elas. Elas não me pareciam ser turistas.


Esta outra garota era sim uma turista indiana, que fez questão de tirar uma foto comigo.

Causando no Amber Fort:

Neste outro momento, o assédio foi tanto que eu não dei conta de tirar uma foto com cada um e propus uma foto geral, mas foi preciso várias fotos, pois o pessoal se revezava com os seus celulares para que ninguém ficasse sem uma foto comigo.

Talvez porque eu era a única turista de pele e cabelos claros, pois não vi cenas semelhantes com outros turistas estrangeiros que estavam por lá. Os indianos devem ter me achado muito exótica mesmo. E eu achando o mesmo deles!

*Estas pessoas não estavam todas juntas, foram se chegando ao meu redor!


Curiosidade
Este palácio retrata muito bem o ambiente geral da India e seu fabuloso passado, por isso, várias cenas da novela global Caminho das Índias foram gravadas em suas dependências.

*Informações históricas extraídas do site oficial de turismo do Estado do Rajastão. Para maiores informações, clique aqui.

Tenho muitas belas fotos deste forte, mas tive que optar por estas e deixar grande parte de fora, para não deixar este post muito extenso (?), mas espero que você tenha gostado do Amber Fort. 

Beijos,
Ana
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Maota, o lago com jardins de açafrão, em Jaipur

O Lago Maota (Maota Lake) está localizado no lado sul da cidade de Amer e a 11km do centro de Jaipur, na base do Amber Fort (também conhecido como Amer Fort), no estado do Rajastão, Índia.


Esta semana eu postei sobre o passeio de elefante em uma subida até o Amber Fort, onde tem uma vista incrível para o Lago Maota. (post aqui).


Maota é uma abreviação da palavra Mahavata do enorme "wat" ou árvores “baniyan” que cresciam em suas bordas e o lago recolhe a água da chuva que desce das montanhas próximas. 


No centro do lago há uma pequena ilha em forma de canteiro, com dois exuberantes jardins. Este canteiro foi construído no século XV pelo Marajá Dilaram Bagh, que era também arquiteto.



O Jardim Dil-Aram Bagh está situado em sua extremidade norte e o Jardim Kesar Kyari (com canteiros de açafrão, uma das especiarias mais caras do mundo), está bem ao centro. Ambos os jardins foram claramente criados com padrões geométricos que só podem ser vistos de cima do morro. 

Vista para a ilha com os jardins

O lago está cheio de peixes e os turistas ficam jogando comida para eles, só para sujar a água...


Este jardim era o lugar favorito de Akbar sempre que visitava o Amber Fort.

*Jalaluddin Muhammad Akbar, também conhecido como Akbar, o Grande e Acbar, foi o terceiro imperador mogol da Índia /Industão. Era descendente direto da Dinastia Timúrida, filho de Humayun e neto de Babur, fundador da dinastia.


O lago oferece um ambiente sereno de onde se pode avistar o Amber Fort na encosta. O forte e o palácio são refletidos na superfície da água. O Lago Maota já serviu como a principal fonte de água para o Amber Palace.

Um lugar realmente muito bonito


Não se paga nada para visitar o lago, mas não existe acesso aos jardins de açafrão.

Este post foi curtinho, apenas para não deixar de fora o lago, que oferece uma vista deslumbrante do alto do Amber Fort.

O post sobre o Amber Fort vai ser muito complicado para eu decidir sobre as fotos, mas aguarde que estou me esforçando para não tornar o post muito longo. Aguarde!

Espero que você  tenha gostado do lago e do jardim de açafrão!

Beijos,
Ana
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Passeio de elefante no Amber Fort, em Jaipur

Um dos passeios que eu mais tinha vontade de fazer na India era o de andar de elefante. E este foi o primeiro passeio que eu fiz quando cheguei em Jaipur, a capital do estado do Rajastão, no norte da Índia.


Este passeio de elefante acontece no Amber Fort, uma palácio belíssimo localizado nos arredores da cidade e no alto de um morro.

O Amber Fort é belíssimo e a vista lá do alto é indescritível

Do hotel, fui de tuk tuk com o guia, até o acesso ao palácio. É uma subida e tanto e a gente pode ir à pé, de elefante ou de Jeep, mas quando eu fui, só gente subindo a pé (a maioria) e de elefante.

Aqui eu já estou na plataforma aguardando o elefante

Chegando lá, me deparei com tantos elefantes que nunca imaginei ver juntos. A gente contrata o passeio e sobe em uma plataforma para depois subir no elefante, que, além do condutor, pode levar até 4 pessoas (mas todos os que eu vi, levavam apenas 2 pessoas). Eu fiz o trajeto de elefante apenas com o meu guia. O guia não é obrigatório, mas é praticamente indispensável na Índia.

Andei de elefante com o condutor do animal e o guia

A subida durou cerca de 15 ou 20 minutos e o sol fortíssimo de quase meio-dia castigava a pele e devia cansar muito o elefante, que subia o morro em passinhos muito lentos. 

O elefante era uma fêmea chamada Maria

Eu tenho muita simpatia por estes gigantes, que são animais muito dóceis e dizem ter uma memória impressionante.


Atualmente os elefantes são mais preservados e em Jaipur eles transportam apenas pessoas, mas antigamente foram eles que construíram a Índia, carregando tudo o que existia de mais pesado para as construções dos palácios e fortes.


O passeio foi muito interessante, a vista durante a subida é de tirar o fôlego, mas não é nada confortável. Não sei se era devido à subida, aliada ao sol fortíssimo que torrava os miolos ou porque o elefante andava muito devagar e bem rente à mureta e se eu olhasse para baixo, ficava tonta. 


Me deu até um certo medo, já pensou se o elefante se assustasse com alguma coisa (um rato seria mito?)? Mas eu poderia ser jogada longe até com um espirro dele.


O valor do passeio é de 550 rúpias por pessoa, cerca de R$ 33,00 (apenas a subida). A descida foi a pé. Paguei ainda 200 rúpias (R$ 12,00) de gorjeta para o condutor do elefante e mais 100 rúpias (R$ 6,00) para um guarda do palácio tirar algumas fotos minhas no elefante. 


Tinha uma placa informando para não dar gorjetas, mas se eu não desse, o guarda não me deixaria tirar a foto porque não se pode ficar com o elefante parado no pátio do palácio após a chegada.


A placa acima diz: Não dê gorjetas, por favor. Não é permitido fotografia com elefante. Reclame contra vendedores ambulantes.

Sorry, só vi a placa depois de ter feito as fotos e descido do elefante! O guarda, que deveria controlar isso, foi quem sugeriu a foto e pediu a gorjeta!

Mas foi uma experiência incrível mesmo assim. Eu acho que não repetiria o passeio subindo aquele morro em cima de um elefante, mas andaria novamente em um terreno plano.


O que você achou deste passeio? Teria coragem vontade de fazer?

Beijos,
Ana
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